Cidades

Vale Germânico elabora plano de adaptação às mudanças climáticas para mitigar efeitos futuros na região

Além de capacitar técnicos e envolver a sociedade na construção de soluções, o AdaptaCidades prevê a elaboração de um plano regional de adaptação aos efeitos provocados pelos desastres climáticos

A construção de uma governança climática regional fortalece a participação coletiva no planejamento de ações futuras
A construção de uma governança climática regional fortalece a participação coletiva no planejamento de ações futuras Foto : Sílvia Trovo / Amvag / CP

A Associação dos Municípios do Vale Germânico (Amvag) deu início à elaboração regional do Plano de Adaptação às Mudanças do Clima, o AdaptaCidades, iniciativa coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) que busca fortalecer as políticas públicas de adaptação e resiliência climática nos municípios brasileiros.

Além de servidores das 14 cidades que compõem a região do Vale Germânico, a associação faz uma busca-ativa em universidades e entidades ambientais identificando um seleto grupo de técnicos voluntários formado por doutores, pós-doutores e especialistas em áreas relacionadas às mudanças climáticas, gestão ambiental, planejamento urbano, recursos hídricos e defesa civil. Estes voluntários deverão se unir ao projeto para contribuir tecnicamente na discussão dos temas ligados aos eventos climáticos extremos e na construção das estratégias regionais de adaptação.

O AdaptaCidades integra o programa Cidades Verdes Resilientes e prevê suporte técnico, capacitação, construção de governança climática e elaboração de planos municipais e regionais de adaptação às mudanças climáticas. O presidente da Amvag e prefeito de Estância Velha, Diego Francisco, destaca a relevância da participação regional em uma iniciativa de abrangência nacional. "É extremamente importante que a nossa região esteja inserida em um projeto deste porte, que hoje é uma das principais iniciativas nacionais voltadas à adaptação climática. Os eventos extremos vividos recentemente no Rio Grande do Sul demonstraram a necessidade de planejamento, prevenção e integração regional para enfrentarmos os desafios climáticos", afirmou.

Para Francisco, a construção de uma governança climática regional envolvendo não apenas os municípios e os voluntários técnicos, mas também entidades representativas e segmentos da sociedade civil organizada, fortalece a participação coletiva nas decisões e no planejamento das ações futuras.

A próxima etapa da associação será reunir dados específicos de cada cidade e apresentá-los à expertise técnica dos especialistas para aprofundar a discussão das peculiaridades e vulnerabilidades de cada município da região. "Para que o projeto alcance seus objetivos, é fundamental a participação efetiva das prefeituras e dos servidores técnicos envolvidos, tanto no envio das informações solicitadas quanto na participação ativa das reuniões técnicas e discussões que serão realizadas ao longo do processo", completou o presidente da Amvag.

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