Economia

Último Grande Debate do Fórum Democrático da Assembleia Legislativa discute indústria e sustentabilidade no RS

Evento nesta sexta teve a presença de empresários e lideranças políticas no Centro Histórico de Porto Alegre

Pacto RS 2025 debate a nova indústria do Brasil e o desenvolvimento sustentável, no Palácio do MPRS
Pacto RS 2025 debate a nova indústria do Brasil e o desenvolvimento sustentável, no Palácio do MPRS Foto : Camila Cunha

A quinta e última edição do Grande Debate do Fórum Democrático da Assembleia Legislativa do RS, o Pacto RS 25, abordou, na manhã desta sexta-feira, a Nova Indústria Brasil e o Desenvolvimento Sustentável. Realizado no Palácio do Ministério Público, no Centro Histórico de Porto Alegre, o encontro reuniu autoridades políticas e empresariais, especialistas, lideranças de classe e movimentos populares.

Criado pela ALRS para pensar a reconstrução e o crescimento do Rio Grande do Sul, o fórum promoveu discussões ao longo do ano, e conta também com uma plataforma online, vinculada ao governo federal, que recebe sugestões, em um processo de construção coletiva. Entre os participantes, esteve o secretário adjunto do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Inovação, Comércio e Serviços (MDIC), Luis Felipe Giesteira, que apresentou o Nova Indústria Brasil, programa liderado pelo MDIC que busca impulsionar o desenvolvimento da indústria nacional até 2033.

Para o presidente da Assembleia, deputado Pepe Vargas, a série de debates culminará também na apresentação de um documento, que será discutido junto ao Conselho Deliberativo do Fórum Democrático. Entre as atuais discussões, o conjunto de líderes se debruça particularmente sobre a questão climática, que vem se apresentando como um dos grandes desafios do Estado, especialmente após as enchentes de 2024.

“Precisamos ter ações de adaptação às mudanças do clima. É adaptação é recuperar o que foi construído com maior resiliência. Não adianta desassorear um rio se não houver um programa para recuperação de matas ciliares que previnam o assoreamento e um programa robusto que pense as bacias hidrográficas como um todo”, disse ele.

“Ao mesmo tempo, discutimos como o Nova Indústria Brasil, que é um programa muito importante para o desenvolvimento industrial brasileiro e gaúcho, pode ser acessado pelo setor produtivo”, acrescentou. Enfrentar a crise climática também depende, segundo Vargas, de uma construção coletiva que envolva todos os atores da sociedade.

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