Professores da rede municipal de Canoas, que deflagraram greve na quarta-feira e que entre os 12 principais itens de reivindicação, lutam por reposição salarial, pagamento do piso nacional, nomeação dos aprovados no último concurso, contratação de vigilantes nas escolas e de monitores de inclusão, devem se reunir na tarde desta quinta-feira, em assembleia, para votar as propostas apresentadas em reunião com o Executivo. É também durante este encontro que serão deliberados os novos rumos do movimento grevista.
Entre as propostas apresentadas pelo Executivo estão a criação de um grupo permanente de trabalho para a discussão de pautas da categoria, a ampliação do vale-alimentação para outras cidades a partir de 1º de maio, o pagamento do piso nacional do Magistério, também a partir do mês de maio, reposição salarial de 4,26% parcelada em oito vezes (sendo sete vezes de 0,5% de maio a novembro, e 0,76% em dezembro), abrangendo todos os servidores ativos e inativos. Também ficou acordado pela administração que, caso a categoria aceite os itens propostos, sejam retomadas as aulas já a partir de sexta-feira, sem desconto dos dias parados, desde que apresentado um calendário para a recuperação das aulas perdidas durante a paralisação.
Em relação à revisão dos planos de carreira pelo enquadramento da Lei 15.326 de 2026, ficou definido que um esboço do novo plano deverá ser apresentado até o final de junho, mas deverá ser discutido em um grupo de trabalho à parte. A administração segue aberta ao diálogo e buscando soluções responsáveis e equilibradas que valorizem os profissionais da educação, sem prejuízo aos estudantes e às famílias. A assembleia dos profissionais da educação está marcada para às 14 horas com segunda chamada para às 14h30.
PROPOSTA NÃO FOI SUFICIENTE PARA SATISFAZER 100% DA CATEGORIA
O professor Jonathan Zotti da Silva, que está no comando de greve e é uma das lideranças da categoria, avaliou o movimento como positivo, de muita união, e forte o suficiente para construir um futuro melhor pela educação e na garantia de um ensino de qualidade para Canoas. Entretanto, destacou que a proposta apresentada pelo governo não foi suficiente para satisfazer 100% da categoria. Segundo Silva, as propostas não contemplam a todos. "É preciso reconstruir alguns itens e reajustar as propostas. O educador canoense quer uma valorização financeira. Houve sim avanço, mas não o suficiente." Silva lembra que a luta é sim por questões salariais, mas também por mais infraestrutura nas escolas, mais pessoal, equipamentos em sala de aula e também pela qualidade na educação.
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