A Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS) realizará nos próximos dias dois encontros para apresentar perspectivas sobre o novo campus na Serra Gaúcha. De acordo com a instituição, as ações fazem parte da série “Gestão Aberta” e são abertas à comunidade, sem necessidade de inscrição prévia, mas condicionado à capacidade máxima dos locais.
As atividades acontecem na sexta-feira, 15 de agosto, das 9h30 às 11h, no Campus do Vale (Auditório do Instituto Latino-Americano de Estudos Avançados – ILEA) com transmissão ao vivo no canal do YouTube do ILEA e na terça-feira, 19 de agosto, no mesmo horário, no Campus Centro (Sala II do Salão de Atos).
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Nos encontros serão apresentados e debatidos os resultados do trabalho da Comissão de Assessoramento para Criação e Instalação do Campus Serra, como informações importantes sobre o andamento do projeto, incluindo possíveis decisões já consolidadas a respeito dos cursos a serem oferecidos, da infraestrutura física necessária e da viabilidade de implantação do novo campus. A UFRGS enfatiza que os objetivos da iniciativa são garantir transparência ao processo de expansão e ampliar o diálogo com a comunidade acadêmica e externa.
Conforme a instituição de ensino, a criação do Campus Serra “representa um passo estratégico do governo federal na interiorização do ensino superior público de qualidade, com foco na ampliação do acesso à educação e no desenvolvimento regional”.
A Comissão de Assessoramento instituída pela universidade foi responsável por estudar as possibilidades e os desafios da instalação do novo polo em Caxias do Sul, com base em critérios acadêmicos, sociais e logísticos.
Visita técnica
No mês passado, uma comitiva da UFRGS liderada pelo vice-reitor Pedro Costa reuniu 26 integrantes na vistoria das dependências do Campus 8 da Universidade de Caxias do Sul (UCS), conhecido como Cidade das Artes, localizado entre Caxias do Sul e Farroupilha. O campus tem 9,8 mil m² de área construída, em um terreno de 12 hectares. O local foi utilizado pela UCS até o final de 2024.
A avaliação abrangeu as condições estruturais do prédio, o Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios, o projeto arquitetônico, aspectos ambientais, demandas de pessoal de zeladoria e segurança, além das redes elétrica, hidráulica e de dados.
A comitiva reuniu representantes do Gabinete da Reitoria, da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas, da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, do Centro de Processamento de Dados, da Coordenadoria de Segurança, da Biblioteca Central e, majoritariamente, da Superintendência de Infraestrutura.
A proposta atende a uma demanda histórica da região e será discutida no Conselho Universitário (Consun/UFRGS), órgão responsável pela aprovação da criação de novos campi e novos cursos na UFRGS.
Sede na Serra trará benefícios para sede da Capital
A instituição de educação defende que mais do que ampliar o seu alcance, a nova unidade ajudará a sustentar o desenvolvimento da própria sede em Porto Alegre. Entre 12% e 17% do orçamento de custeio da Universidade já provém de receitas próprias, voltadas para terceirizações, assistência estudantil, restaurante universitário e despesas com água e energia elétrica. Segundo a UFRGS, ampliar a captação de recursos, especialmente com parcerias regionais, é fundamental para viabilizar melhorias estruturais no Câmpus Sede sem comprometer a assistência estudantil. Para a universidade, a Serra Gaúcha é, nesse contexto, uma nova fronteira estratégica.
Em nota, a UFRGS pontua que a região também se destaca pela demanda por educação superior de qualidade. “Com crescimento populacional, baixa cobertura de vagas públicas e um contingente significativo de profissionais com ensino médio e superior que busca qualificação, a Serra oferece um público potencial para graduação, pós-graduação, pesquisa e extensão. No entanto, trata-se de uma população trabalhadora, com vínculos familiares e profissionais que dificultam a mudança para Porto Alegre. Levar a UFRGS até essa população é garantir acesso à excelência, de forma inovadora e compatível com a realidade local.”