Conforme relatos que chegaram ao Tribunal de Justiça do Estado, o advogado de defesa de pessoas acusadas de envolvimento em um tiroteio, ocorrido em 2008, na vila Mario Quintana, na Capital, teria passado mal e necessitaria de atendimento médico. Durante a sessão, o promotor apresentou documentos que ligariam o tiroteio à Operação Poeta, da Polícia Federal, para o combate ao tráfico de drogas. A juíza suspendeu a sessão. Neste momento, então, o promotor teria dito palavras ofensivas.
Conforme informações do desembargador Túlio de Oliveira Martins, presidente do Conselho de Relações Institucionais e Comunicação Social do Tribunal de Justiça, a juíza Rosane Michels pediu a presença de representante da Procuradoria-Geral de Justiça para acompanhar e decidir sobre a questão. O subprocurador de Justiça Ivory Coelho Neto, no exercício da função de procurador-geral de Justiça, visto que o procurador Eduardo Lima Veiga está viajando, foi ao local, de onde todos os envolvidos saíram rumo à sede do Ministério Público, onde o assunto foi discutido.
Após deixar a sede do MP, a defensora pública não quis dar entrevistas. O chefe de gabinete da Defensoria Pública do Estado, Alexandre Brandão Rodrigues, disse que foi pedido ao Ministério Público abertura de procedimento de investigação criminal contra Amorim por desacato.
A juíza e o promotor já tinham divergências no processo referente à morte do ex-secretário da Saúde de Porto Alegre Eliseu Santos, ocorrida em fevereiro de 2010.