“Essa medida está prevista no ofício que encaminhamos, junto com o decreto de situação de emergência, ao governo do Estado e à autarquia. Está especificado ainda que podemos rescindir o contrato com a estatal”, destacou Bonatto. A intenção da administração pública é exigir o cumprimento das obrigações firmadas na concessão com a Corsan, que prevê melhorar o nível da qualidade do serviço.
Viamão e Cristal, no Sul do Estado, foram as duas últimas cidades a declarar situação de emergência por conta da falta de água nas áreas atendidas pela Corsan no Rio Grande do Sul. A prefeita de Cristal, Fábia Richter, fala em prejuízo de R$ 3,3 milhões nas lavouras de milho, soja, fumo e na produção de leite. Além dos prejuízos na zona rural, há falta d'água potável para os mais de 7,2 mil habitantes.
Santana do Livramento já havia recorrido ao decreto de emergência em função da falta d'água no dia 27. O Departamento de Água e Esgotos da cidade mobilizou funcionários e cinco caminhões-pipa para minimizar o problema. Um dos veículos foi emprestado pelo município de Bagé e os outros compõem a frota do Exército na região.
Em Gravataí, a prefeitura decretou estado de calamidade pública também no dia 27. A Corsan confirmou ter normalizado ontem o abastecimento na cidade e deve ressarcir os afetados, com desconto na fatura de janeiro.