A vice-presidente Delcy Rodríguez, a primeira na linha de sucessão ao poder, afirmou neste sábado (3) que o governo está pronto "para defender a Venezuela", depois que os Estados Unidos bombardearam o país caribenho e capturaram o presidente e sua esposa.
"Nós estamos prontos para defender a Venezuela, nós estamos prontos para defender nossos recursos naturais, que devem ser para o desenvolvimento nacional", disse Rodríguez à frente de um Conselho de Defesa da Nação, ao lado de dirigentes dos poderes públicos.
Horas antes, em uma coletiva de imprensa, o presidente Donald Trump havia declarado que a vice-presidente venezuelana se manifestou "disposta a fazer o que considerarmos necessário para que isso funcione".
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Presidente ilegítimo
Trump considerava ilegítimo o mandatário, que chegou ao poder em 2013 após a morte do presidente Hugo Chávez e foi acusado de fraude nas últimas eleições. Em 2020, Maduro foi formalmente acusado de narcotráfico pelos Estados Unidos, que ofereciam por ele uma recompensa de R$ 272 milhões.
Os Estados Unidos também atacou os estados vizinhos de La Guaira, onde fica o aeroporto de Caracas, Miranda e Aragua. Caracas amanheceu deserta, mas horas depois observavam-se filas em frente a supermercados. Para evitar saques, os comerciantes vendiam através das grades.
Vários bairros cheiravam a pólvora, enquanto agentes policiais encapuzados e fortemente armados percorriam a cidade e vigiavam prédios públicos. Cerca de 500 simpatizantes de Maduro se reuniram em frente ao palácio presidencial de Miraflores com retratos dele e bandeiras venezuelanas. O governo venezuelano denunciou que os bombardeios afetaram populações civis, sem apresentar provas.