Número de mortos por coronavírus cresce novamente na Itália
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Número de mortos por coronavírus cresce novamente na Itália

Em 24 horas, 636 mortes foram confirmadas no país

Por
AFP e Correio do Povo

A Itália é o país mais atingido pela epidemia de Covid-19

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O número de mortes por coronavírus na Itália aumentou novamente nesta segunda-feira, com mais 636 mortes em 24 horas. O balanço negativo ocorre após dois dias consecutivos em declínio, anunciaram os serviços de proteção civil.

A Itália, o país mais atingido pela epidemia de Covid-19, com um total de 16.523 mortes em mais de 132 mil casos, registrou quedas significativas no sábado e domingo, em comparação com 766 mortes na sexta-feira.

A Lombardia, o pulmão econômico italiano, continua sendo a região mais afetada, com 9.202 mortes e mais de 51.000 casos, seguida por Emilia-Romagna, com 2.108 mortes e mais de 17 mil infecções. No entanto, o número de pacientes em terapia intensiva voltou a cair pelo terceiro dia consecutivo, com 79 a menos pacientes em relação ao domingo, para um total de 3.898 pessoas.

Em sua entrevista coletiva diária, o chefe da Proteção Civil, Angelo Borrelli, anunciou a criação de um fundo "destinado a ajudar as famílias de profissionais da saúde que morreram nesta crise".

Várias dezenas de médicos morreram pelo coronavírus na Itália desde o início da pandemia, segundo dados da associação médica. No total, 12.252 profissionais da saúde foram contaminados, indicou o Instituto Superior de Saúde.

Quarentena até maio

Há quatro semanas, os 60 milhões de italianos estão submetidos a medidas drásticas de confinamento e que devem seguir por mais um mês.

Segundo o chefe da Proteção Civil da Itália, Angelo Borrelli, a quarentena no país pode se estender até o primeiro dia do mês de maio para conter a disseminação do novo coronavírus. “Teremos que ficar em casa por muitas semanas", disse Borrelli, durante uma entrevista nessa sexta-feira, que reiterou a necessidade de ter "comportamento extremamente rigoroso". 

O chefe da Proteção Civil pediu que o máximo rigor continue, uma vez que "os contágios permanecem porque são resultado de comportamentos passados, de duas semanas atrás”. Em relação à "Fase 2" da quarentena, anunciada pelo primeiro-ministro Giuseppe Conte e que consistirá na abertura gradual das atividades, Borrelli especificou que isso só poderá ocorrer a partir da metade de maio. “Temos que ver quando essa situação começa a diminuir. Eu não gostaria de dar datas, mas entre agora e 16 de maio podemos ter mais dados positivos que nos aconselham a retomar as atividades e, portanto, iniciar a fase 2”, apontou.