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Senado do Paraguai aprova impeachment de Santiago Peña

Foram 44 votos a favor da destituição de Peña do cargo, que perde o foro privilegiado

Senado do Paraguai aprova impeachment de Santiago Peña
Senado do Paraguai aprova impeachment de Santiago Peña Foto : Daniel Duarte / AFP / CP

O Senado do Paraguai aprovou, nesta sexta-feira, o impeachment do presidente Santiago Peña, em meio à crise política provocada pelo escândalo envolvendo o Ueno Bank. Foram 44 votos a favor da saída de Peña do cargo. A instituição financeira sofreu intervenção do Banco Central após enfrentar problemas de solvência, deixando milhões de clientes sem acesso ao dinheiro e desencadeando protestos no país. As informações são do Portal R7.

Parlamentares questionam a fiscalização da instituição, a condução de sua intervenção e a destinação de recursos públicos depositados no banco.

Mais cedo, a equipe jurídica de Peña havia solicitado uma prorrogação de 72 horas para apresentar sua defesa, o que foi rejeitado pelo Senado. Peña chegou a apresentar sua renúncia na quinta-feira (5), mas ela não foi formalmente aceita, deixando o país em um limbo político. Segundo as acusações de impeachment, Peña cometeu conflitos de interesse, manipulou a supervisão regulatória, desviou fundos de previdência e participou de um encobrimento institucional envolvendo o Banco Central.

A crise política se espalhou pelas ruas, com manifestantes retornando ao centro de Assunção na noite de quinta-feira, exigindo responsabilização pelo colapso do Ueno e uma indenização mais rápida para os depositantes cujas economias permanecem congeladas.

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Alguns correntistas começaram a recuperar seu dinheiro na noite de quinta-feira. As perspectivas de uma longa transição política também chamaram a atenção dos investidores e do Brasil, o maior parceiro econômico do Paraguai.

Embora os órgãos reguladores tenham procurado tranquilizar os mercados, garantindo a maior parte dos depósitos e contendo os riscos para o sistema financeiro como um todo, os investidores estão atentos para ver se a turbulência política abala a confiança nas instituições do Paraguai.

“Os protestos contra o congelamento das poupanças se intensificarão se a saída de Peña parecer garantir impunidade a ele ou se os pagamentos aos depositantes e aposentados forem paralisados”, disse Mariano Machado, analista-chefe para as Américas da Verisk Maplecroft.