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Defesas dos réus do caso da Kiss devem pedir progressão de regime

Quatro condenados poderão seguir para o semiaberto

Defesas dos réus da caso da Kiss devem pedir progressão de regime
Defesas dos réus da caso da Kiss devem pedir progressão de regime Foto : Pedro Piegas

Logo após o resultado do julgamento dos recursos dos réus no caso da Boate Kiss, os advogados que representam Marcelo de Jesus dos Santos, Luciano Bonilha, Elisandro Spohr e Mauro Londero Hoffmann devem pedir a progressão de regime para o semiaberto.

A solicitação poderá ocorrer nas próximas horas e dependerá apenas da publicação da decisão proferida nesta terça-feira pelos desembargadores que integram a 1ª Câmara Especial Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS).

Nesta terça, os desembargadores do TJRS, por unanimidade, decidiram não atender parte dos recursos dos réus do caso da Boate Kiss. Os magistrados entenderam pela manutenção do dolo eventual pelo crime, mas com redução das penas.

Dessa forma, os desembargadores concordaram pela diminuição de penas para 11 anos para os integrantes da banda (Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha) e para 12 anos para os sócios da boate Kiss (Elisandro Spohr e Mauro Londero Hoffmann). O Ministério Público deverá recorrer da decisão.

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Caso Kiss

Em 27 de janeiro de 2013, a Boate Kiss, localizada na área central de Santa Maria, sediou uma festa universitária. No palco, se apresentava a banda Gurizada Fandangueira, quando um dos integrantes disparou um artefato pirotécnico cujas centelhas atingiram parte do teto do prédio, que era revestido de espuma e pegou fogo.

O incêndio se alastrou rapidamente, causando a morte de 242 pessoas e deixando mais 636 feridos. Ainda conforme o TJRS, trata-se do processo com o maior número de vítimas da história do RS. O julgamento de 2021 também foi o júri com maior duração já registrado no Estado.