A Delegacia de Polícia de Arroio Grande passou a disponibilizar, para empréstimo, livros voltados aos temas da violência doméstica e da valorização da mulher. A iniciativa busca ampliar o acesso à informação e contribuir para a conscientização e o enfrentamento da violência.
As interessadas podem comparecer à delegacia e retirar qualquer exemplar disponível, mediante o fornecimento de endereço e telefone para contato, procedimento necessário para o controle do empréstimo.
O objetivo agora é ampliar gradualmente o acervo, incluindo obras que abordem outros temas de relevância social, como o combate ao preconceito e a prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes. A ação reforça o compromisso da Polícia Civil com a promoção de direitos, a prevenção da violência e o fortalecimento de políticas públicas voltadas à proteção da mulher e de grupos em situação de vulnerabilidade.
A delegada Juliana Garrastazu Ribeiro conta que a iniciativa é de uma inspetora, que começou a colocar os exemplares em seu local de trabalho. "Ela teve a iniciativa e começou a colocar alguns livros sobre o tema no cartório onde trabalha. O objetivo dela era aumentar o conhecimento. Infelizmente, ainda na nossa sociedade observamos que muitas pessoas não têm conhecimento sobre o que é a violência, tanto doméstica, como de gênero", lamenta.
Os exemplares contam histórias que muitas mulheres se identificam lendo. "A intenção é tratar sobre o tema, trazer ao debate, pois muitas mulheres sofrem violência e não se dão conta", observa.
A inspetora Bianca Leivas Porto trabalha em Arroio Grande há 12 anos. Antes disso, ela era funcionária em uma escola próxima, onde seus momentos de folga eram passados sempre na biblioteca. "Desde esta época era apaixonada por leitura e sempre que leio sobre violência doméstica penso que aquilo deveria ser lido por mais gente. As vezes uma frase por mudar uma história", opina.
A inspetora conta que começou a levar os livros para a delegacia no final de 2025. "A ideia é compartilhar experiências, não só sobre violência mais sobre autoestima, empoderamento feminino. Comecei a trazer alguns no fim do ano passado, hoje já são 11 exemplares. Desses um foi doado para a iniciativa", relata.
Ela conta que a primeira pessoa que se interessou foi um estudante que foi registrar a perda de documento. "Ela leu a biografia da Maria da Penha. As vezes, a mulher está passando por um problema e não se dá conta. A pessoa acredita que está sozinha, desamparada e não é assim. Então os livros vão ajudá-las a passarem pelos problemas cotidianos", conclui.
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