Filho é denunciado pelo Ministério Público pela execução dos próprios pais em Jaguarão

Filho é denunciado pelo Ministério Público pela execução dos próprios pais em Jaguarão

Namorada dele e amigo também vão responder junto por homicídio duplamente qualificado

Correio do Povo

Jovem que planejou a morte do pai e da mãe foi detido pelos policiais civis dias depois do crime

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou o filho envolvido na execução dos próprios pais em setembro passado em Jaguarão. O acusado, de 20 anos, vai responder por dois homicídios duplamente qualificados. Além dele, a promotora de Justiça Lara Guimarães Trein denunciou pelos mesmos crimes a namorada do jovem, de 18 anos, e um amigo do casal, de 19 anos. Os assassinatos ocorreram na residência das vítimas, situada na rua 24 de Maio, na área central da cidade. As investigações foram realizadas pela Polícia Civil, sob comando da delegada Juliana Garrastazu Ribeiro.

De acordo com o MPRS, conforme previamente combinado entre os três denunciados, o amigo entrou na casa das vítimas, sendo o homem de 50 anos e a mulher de 40 anos, em torno das 4h30min do dia 11 de setembro, onde o casal já o aguardava. Seguindo o plano, a nora foi até o quarto das vítimas e atirou na cabeça dos sogros que dormiam na cama. Enquanto isso, o amigo lhe dava cobertura e o filho do casal aguardava em outro cômodo. Em seguida, de forma a simular a ocorrência de um roubo, o amigo se apossou da caminhonete de propriedade das vítimas e abandonou o veículo em um local ermo. Ele levou consigo a arma utilizada nos assassinatos, um revólver calibre 22, encontrada dias após o crime no rio Jaguarão por mergulhadores do 3º Batalhão de Bombeiros Militar.

Na denúncia, a promotora de Justiça Lara Guimarães Trein destacou que os três acusados ajustaram e planejaram previamente a execução, além de prestarem apoio, incentivo e solidariedade mútua no cometimento dos crimes. O filho e a nora das vítimas, segundo ela, prometeram vantagem econômica ao amigo pela participação. Conforme o MPRS, as vítimas estavam impossibilitadas de esboçar qualquer reação ou gesto de defesa eficaz, pois estavam dormindo, deitadas na cama. Uma delas, inclusive, estava sob efeito de sedativo.

Todos os envolvidos foram sendo presos pela Polícia Civil após o crime. Laudos do Instituto-Geral de Perícias foram anexadas ao inquérito já enviado ao Poder Judiciário. Na época da investigações, a delegada Juliana Garrastazu Ribeiro suspeitava que o filho tinha interessa se apossar do auxílio emergencial e do imóvel dos pais.

 


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