Polícia

MPRS denuncia criminosos por ataque a tiros em ginásio de Sentinela do Sul e vítima por injúria racial contra socorrista

Ataque ocorreu no dia 14 de novembro de 2025 e deixou uma pessoa ferida e um morto

Ataque a tiros ocorreu em evento esportivo no Ginásio Municipal “Laranjão”
Ataque a tiros ocorreu em evento esportivo no Ginásio Municipal “Laranjão” Foto : Camila Cunha / CP Memória

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) apresentou, na terça-feira, duas denúncias distintas à Justiça, mas inseridas no mesmo contexto, que envolvem um ataque a tiros ocorrido em novembro de 2025 no ginásio municipal de Sentinela do Sul, no Sul do Estado. Em um dos casos, três homens foram denunciados por homicídio consumado e tentado, após disparos que mataram um jovem e feriram o diretor da Secretaria Municipal de Educação, Turismo, Desporto e Cultura, Airton Pedro Stein. Este último também foi denunciado, na segunda ação penal, por injúria racial, por se recusar a ser atendido por um socorrista negro do SAMU.

A primeira denúncia aponta que o ataque aconteceu na noite de 14 de novembro de 2025, durante um evento esportivo no Ginásio Municipal “Laranjão”. Segundo o promotor de Justiça Pedro Henrique Lacerda Paoliello, autor das denúncias, um executor, cumprindo ordens do mandante do crime e após ter recebido apoio de um terceiro denunciado, efetuou disparos de arma de fogo que resultaram na morte de um jovem e deixaram o diretor da Secretaria gravemente ferido.

O promotor sustenta que os tiros decorreram de desavenças entre os envolvidos, tendo esses não só matado um jovem envolvido com a criminalidade, como também acertado a cabeça do diretor, que se encontrava no interior do ginásio.

Injúria racial

A segunda denúncia envolve o próprio diretor da Secretaria de Educação, Turismo, Desporto e Cultura de Sentinela do Sul, vítima dos tiros, que, já em atendimento médico de emergência, ofendeu um integrante da equipe do SAMU com frase discriminatória: “Não tem um homem branco para me carregar?”. O promotor Pedro Henrique Lacerda Paoliello enquadrou a conduta como injúria racial, prevista na Lei 7.716/89, e requereu, além da condenação, a perda do cargo público e reparação mínima de R$ 30 mil pelos danos causados.

Ainda de acordo com o promotor, o diretor municipal — denunciado nesta terça-feira pela injúria racial — também já havia sido investigado pelo mesmo delito. Na ocasião, ele ocupava o cargo de secretário municipal de Saúde. No entanto, o referido inquérito foi arquivado.

Secretário nega

Após deixar o hospital, o secretário enfatizou em entrevista ao Correio do Povo que não teve comportamento racista. "Há coisas que a gente fala que podem ser mal interpretadas, mas nunca fui racista. (...) Todas essas acusações não passam de ataques políticos, feitos por opositores”, avaliou na oportunidade.

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