MPRS faz duas denúncias contra facção que foi alvo da operação Complex

MPRS faz duas denúncias contra facção que foi alvo da operação Complex

Organização criminosa é envolvida no tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

Correio do Povo

Bens, como imóveis e veículos, foram indisponibilizados pela Justiça

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul ofereceu duas denúncias pela prática dos delitos de associação para o tráfico de drogas e de lavagem de dinheiro, após a deflagração da segunda fase da operação Complex em junho deste ano. Na ocasião, a ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)-Núcleo Lavagem de Dinheiro resultou na prisão do líder de uma facção criminosa gaúcha, recolhido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).

No dia 30 de junho, o MPRS denunciou 12 criminosos, incluindo o líder do grupo criminoso, pelos crimes de lavagem de dinheiro mediante triangulação de valores e aquisição de bens móveis e imóveis registrados em nome de terceiros.

A investigação apurou que apenas uma das empresas utilizadas pelo grupo criminoso movimentou, em um ano, mais de R$ 34 milhões em suas contas bancárias. Entre os bens adquiridos estão imóveis rurais cujo valor figura na ordem dos milhões de reais.

Já na última quinta-feira, dia 22 de julho, após análise da documentação e da extração de dados dos telefones telefônicos apreendidos na operação, o MPRS ofereceu nova denúncia contra o líder do grupo e outros três integrantes da facção pela prática dos delitos de associação ao tráfico e lavagem de dinheiro.

Conforme o MPRS, os diálogos captados demonstraram que a liderança, mesma de dentro da Pasc, seguia comandando a organização e coordenando a vinda de carregamentos de entorpecentes ao Estado. O criminoso coordenava também um complexo esquema de lavagem de dinheiro proveniente do narcotráfico por meio de um emaranhado de “laranjas” e de empresas de fachada.

Na segunda fase da operação Complex, em junho passado, o principal operador do grupo criminoso foi também detido em Torres, no Litoral Norte. O indivíduo era responsável por negociações envolvendo a lavagem de dinheiro e aquisição de drogas. Houve ainda a indisponibilidade de sete imóveis, avaliados em dezenas de milhões de reais, incluindo fazendas no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso.

Já na primeira etapa da operação Complex, deflagrada em fevereiro deste ano, o MPRS cumpriu 27 ordens judiciais, sendo oito mandados de busca e apreensão e 19 medidas constritivas de indisponibilidade de veículos e bloqueio de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas. 

A Complex é um desdobramento das operações Água e Magna Ópera, ocorridas no ano passado.


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