Polícia

MPRS recorre ao Supremo Tribunal Federal contra redução de pena dos réus no caso Kiss

Penas foram reduzidas pelo TJRS em agosto deste ano

Incêndio na boate deixou 242 mortos em janeiro de 2013
Incêndio na boate deixou 242 mortos em janeiro de 2013 Foto : Alina Souza / CP memória

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a redução das penas dos quatro réus condenados pela tragédia da boate Kiss. Os recursos foram apresentados nesta semana pela procuradora de Justiça Flávia Mallmann, com o objetivo de restabelecer as condenações aplicadas no Tribunal do Júri em dezembro de 2021.

O pedido do MPRS busca reverter a decisão da 1ª Câmara Criminal Especial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que, em 26 de agosto deste ano, manteve a validade do julgamento realizado em 2021, mas reduziu as penas dos réus de 18 a 22 anos para 11 a 12 anos de reclusão, ainda em regime fechado. As penas ficaram assim:

- Elissandro Callegaro Spohr – 12 anos de reclusão

- Mauro Londero Hoffmann – 12 anos de reclusão

- Marcelo de Jesus dos Santos – 11 anos de reclusão

- Luciano Bonilha Leão – 11 anos de reclusão

Para a procuradora Flávia Mallmann, “os recursos apresentados ao STF e ao STJ respeitam a decisão do TJRS, mas o MPRS entende que as penas foram drasticamente reduzidas e não proporcionais à gravidade dos fatos e à expressiva quantidade de vítimas”.

Os recursos serão submetidos à análise de admissibilidade pela 2ª Vice-Presidência do tribunal gaúcha, que verificará a possibilidade de envio aos Tribunais Superiores. Somente após a admissão, os autos serão remetidos à instância superior, em Brasília.

A tragédia na boate Kiss ocorreu em janeiro de 2013, em Santa Maria, no centro do estado, e causou a morte de 242 pessoas e mais de 600 feridos.

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