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Márcia se colocou à disposição do Poder Judiciário para prestar esclarecimentos, mas informou que pretende morar, a partir de agora, em Curitiba, no Paraná. A mulher – apontada como suposta tesoureira de uma quadrilha que lesou cerca de 30 mil pessoas – garantiu que irá se apresentar de maneira regular. Como Márcia se entregou, a prisão cautelar, decretada em abril, foi revogada pela juíza da 3ª Vara de Passo Fundo, Ana Cristina Frighetto Crossi. Márcia deve se apresentar ao cartório na capital paranaense nas segundas e sextas-feiras. Em caso contrário, ela pode ser, mais uma vez, considerada foragida.
Segundo a PF, o escritório de advocacia de Dal’Agnol pode ter faturado cerca de R$ 100 milhões, em 15 anos, ao reter parte ou deixar de repassar aos clientes o dinheiro referente a processos judiciais movidos contra a antiga CRT e a Oi/Brasil Telecom.
Maurício Dal’Agnol, 39 anos, é procurado pela PF, com apoio da Interpol, desde que a Operação Carmelina foi desencadeada. A suspeita é de que ele tenha fugido para os Estados Unidos. Márcia também chegou a constar na lista de procurados da organização internacional.
No fim de fevereiro, quando a PF deflagrou a operação, a Justiça arbitrou, para Márcia, fiança de R$ 724 mil, que foi paga. Ela deixou, porém, de cumprir outras determinações da justiça por estar com o marido nos Estados Unidos. Segundo a sentença de prisão cautelar, ela tentou justificar a ausência alegando a impossibilidade de retornar ao Brasil, com os filhos menores, sem autorização do Juizado da Infância ou sem a presença do marido.