Polícia

Polícia Civil trata desaparecimento de família de Cachoeirinha como caso de feminicídio e duplo homicídio

Segundo o delegado Anderson Spier, apesar dos avanços na investigação, ainda não há pistas concretas sobre o paradeiro dos três desaparecidos

O titular da 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana de Gravataí (DPRM), delegado Anderson Spier que trata o caso do desaparecimento da família Aguiar, de Cachoeirinha, como um caso de feminicídio e duplo homicídio, trabalha com a possibilidade de que outras pessoas possam ter colaborado na execução dos crimes. "É possível que haja outros suspeitos", pontua o delegado regional.

Segundo ele, ainda não há pistas concretas sobre o paradeiro de Silvana Germann Aguiar, 48 anos, e de seus pais Isail Vieira de Aguiar, 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, 70 anos, desaparecidos há quase três semanas.

"O perímetro de buscas entre Viamão e Cachoeirinha é muito extenso, tendo em vista que Viamão possui uma extensa área rural, além de rio. Precisamos de um planejamento conciso, com a parceria do Corpo de Bombeiros, com equipe de mergulhadores, e uso de cães farejadores."

No início da semana a polícia prendeu temporariamente o policial militar, que é ex-marido de Silvana, pela suspeita de envolvimento no sumiço da família. O delegado explica que o desentendimento mais latente entre Silvana e o ex-marido era por conta da criação do filho, de 9 anos. "O que tornava a relação de ambos mais tumultuada era o fato das restrições alimentares do menino", disse.

Em nota, a Prefeitura de Cachoeirinha informou que "a Silvana esteve no Conselho Tutelar (CT) no dia 9 de janeiro deste ano relatando que o pai não seguia algumas restrições alimentares que o filho teria – intolerância à lactose. O pai foi até o Conselho Tutelar em 28 de janeiro, mas por demanda livre, não por ter sido chamado pelo órgão. O motivo era saber se o filho poderia ficar com ele (isso ocorreu após os desaparecimentos). Na terça-feira, duas conselheiras estiveram na residência dos avós paternos para conferir o vínculo com o neto, o que, de fato, existe. A avó apresentou um laudo de que o menino não sofre de intolerância à lactose. Segundo ela, a família tem psicólogo da família do plano de saúde do pai do menino e que assinaram um termo de compromisso para procurar atendimento. Se houver algum impedimento legal pela prisão do suspeito para utilizar o plano, o Conselho Tutelar tem autonomia para solicitar o serviço junto aos profissionais da rede de proteção municipal."

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