Polícia

Prisão de policial militar marca nova fase de investigações no caso de família desaparecida em Cachoeirinha

Indignados com a demora por respostas sobre o paradeiro do trio, moradores dos bairros Anair e Granja Esperança, realizaram uma manifestação na noite de terça-feira

Comunidade pede celeridade na localização do paradeiro da família
Comunidade pede celeridade na localização do paradeiro da família Foto : Fernanda Bassôa / Especial CP

A prisão do policial militar, ex-marido de Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, feita no início da manhã de terça-feira marca uma nova fase das investigações sobre o desaparecimento da família de Cachoeirinha e reforça a tese da polícia sobre o cometimento de um crime. O sumiço de Silvana e de seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, 70 anos, já dura mais de 15 dias. Indignados com a demora de respostas das autoridades sobre o paradeiro do trio, moradores dos bairros Anair e Granja Esperança, realizaram uma manifestação na noite de terça.

O ex-marido de Silvana, que é suspeito no envolvimento no sumiço da família, teve prisão temporária decretada e atualmente está detido no presídio militar. Conforme rito processual, e dependendo do andamento das investigações, a prisão pode ser convertida de temporária para preventiva.

O clima no bairro Anair é de tristeza, dor e consternação. Em frente à casa dos pais de Silvana, onde funcionava o minimercado da família, que permanece de portas fechadas, cartazes e faixas pedem por mais celeridade e por justiça. Tatiane Oliveira, que mora no bairro Anair há mais de 40 anos e é vizinha da família Aguiar, considera uma monstruosidade toda a situação, que segue sem resposta, com o sumiço do casal e da filha.

"São pessoas muito trabalhadoras, do bem. Uma família muito reservada. Não eram pessoas que comentavam sobre a vida particular, sobre a intimidade. É muito triste tudo isso. Uma monstruosidade", disse Tatiane. Rogéria Silva, que reside no bairro ao lado, no Granja Esperança, segue na expectativa de que a polícia encontre todos bem. "Sempre há uma chance, uma esperança, mesmo que pequena. A gente fica muito apreensiva por causa da criança, o menino, filho da Silvana. Como deve estar a cabeça desse garoto?", questiona Rogéria.

Segundo ela, a ideia de que a polícia tem demorado nas apurações é porque as autoridades têm divulgado pouquíssimas informações sobre o caso. "Justamente para não atrapalhar as investigações. Acredito que estejam trabalhando em sigilo, de forma bem discreta, porque não envolve apenas uma pessoa, mas três."

POLÍCIA AGUARDA RESULTADO DAS PERÍCIAS

O trabalho da polícia ainda depende dos laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) sobre as perícias e coletas realizadas no carro de Silvana, na Kombi de propriedade dos pais e nas duas residências da família. Preliminarmente, o titular da 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana de Gravataí (DPRM), delegado Anderson Spier, informou que foram encontrados vestígios de sangue no banheiro da casa de Silvana, além de material genético. A perícia no telefone celular, localizado durante o final de semana em um terreno baldio, próximo do mercado da família, que pode ser de propriedade de Silvana, também vai integrar o escopo da investigação para tentar localizar o paradeiro da família.

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