O governador Eduardo Leite fez uma nova manifestação sobre o caso do produtor rural que foi morto pela Brigada Militar (BM) em Pelotas nesta quinta-feira. Ele afirmou que haverá consequências caso seja apurado algum erro por parte da guarnição. "Se houver apuração de erros, haverá consequências para aqueles que tiverem errado", disse durante evento no Palácio Piratini. Marcos Daniel Nörnberg, de 48 anos, foi alvejado por diversos disparos durante a madrugada.
Leite lembrou que está sendo instaurado um inquérito policial, que terá também acompanhamento do Ministério Público, e que o caso será submetido ao Judiciário. "A partir dessa apuração, vamos estabelecer consequências se tiver havido efetivamente erro de procedimento, e decisões erradas que tenham conduzido a esse processo", complementa.
O governador aproveitou para destacar que o Estado tem reduzido os indicadores de criminalidade. "Nossas polícias são bem treinadas, capacitadas, mas são seres humanos em condições que eventualmente podem errar". Acrescentou, também, que há aprendizados para que se possa rever procedimentos e contribuir com "menos possibilidades de erros".
Questionado se houve erro por parte da Brigada Militar, ele justificou que não há que fazer condenações precipitadas. "Tem que fazer a devida apuração de todas as circunstâncias, recolher todos os dados, todas as informações. A instituição da Polícia Militar no Rio do Sul tem quase 190 anos, atua fortemente, tem credibilidade, mas a gente apura. E se houver apuração de erros, haverá consequências para aqueles que tiverem errado", diz.
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O governador também manifestou solidariedade à família do produtor. "Em nome do Estado do Rio Grande do Sul, a gente manifesta todo o nosso pesar, a solidariedade, e quero assegurar a essa família e à toda a comunidade que ficou impactada com esse tipo de ódio, de que o Estado promoverá a mais rigorosa apuração, como deve ser", disse. "De alguma maneira, espero possa dar algum conforto para essa família que está hoje sofrendo muito", afirmou.
Leite já havia feito outra manifestação sobre o caso pela manhã, quando elogiou a polícia gaúcha, mas destacou que o caso precisa ser investigado. “O Rio Grande do Sul tem uma polícia bem preparada, mas ela não é imune a erros. O importante é que haja sempre uma corregedoria com força para fazer a investigação e a análise dessas situações. Ainda merece abertura de processos internos para apurar em que condições essa atuação se deu”, disse.