Polícia

Tribunal do Júri de Porto Alegre condena homem por morte de líder comunitária

Julgamento do homem acusado de matar sua companheira, Débora de Moraes Lemos Alves, em setembro de 2022, foi finalizado nesta quinta-feira

Foram aproximadamente dez horas até a sentença
Foram aproximadamente dez horas até a sentença Foto : Fabiano do Amaral

Foi concluído, nesta quinta-feira, 7, o julgamento do homem acusado de matar sua companheira, Débora de Moraes Lemos Alves, em setembro de 2022. Após cerca de 10 horas de sessão, o Conselho de Sentença, formado por seis mulheres e um homem, decidiu pela condenação do réu, aceitando os argumentos apresentados pela acusação.

O homem foi sentenciado a uma pena de 29 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de homicídio qualificado motivo torpe, meio cruel (asfixia), recurso que dificultou a defesa e feminicídio, por razões da condição de sexo feminino da vítima. Cabe recurso da decisão.

Júri

O julgamento teve início às 9h, no Foro Central I de Porto Alegre, sob a condução da Juíza de Direito Cristiane Busatto Zardo, responsável pela 4ª Vara do Júri. Pela manhã, foram ouvidas cinco testemunhas de acusação: a mãe e o irmão da vítima, o ex-namorado, um Policial Militar e uma Policial Civil. À tarde, a defesa desistiu de cinco depoimentos, passando-se diretamente ao interrogatório do acusado.

A seguir, tiveram início os debates entre os representantes do Ministério Público e os advogados de defesa. A acusação foi conduzida pela Promotora de Justiça Luciana Cano Casarotto e Assistente de Acusação, Advogada Alice Hertzog Resadori. A defesa foi representada pelo Advogado Andrey da Silva Moreira e pelas Advogadas Robertha Machado Berte e Larissa Nathusa Conceição Enes.

Caso

Conforme denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na manhã do dia 12 de setembro de 2022, na residência do casal, localizada no bairro Agronomia, zona leste de Porto Alegre. O acusado teria enforcado Débora com um fio ou corda, motivado pela não aceitação do fim do relacionamento de 12 anos. Débora, de 30 anos, era reconhecida por sua atuação como liderança comunitária e integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Ela deixou uma filha de seis anos. O réu permanecerá preso.

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