Aras tem agido com prudência e parcimônia, diz Toffoli

Aras tem agido com prudência e parcimônia, diz Toffoli

Ministro também afirmou que procurador-geral da República tem exercido suas funções com firmeza, mas sem fazer holofotes

AE

Toffoli ainda manifestou solidariedade ao PGR diante de críticas que chamou de injustas

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça, Dias Toffoli, afirmou na manhã desta segunda-feira que o procurador-geral da República, Augusto Aras tem agido com prudência e parcimônia atuando do ponto de vista a não trazer problemas. O ministro também afirmou que Aras tem exercido suas funções com altivez, firmeza e liderança, mas sem fazer holofotes. 

"Fica aqui o meu testemunho da firmeza, da coragem de atuação e, mais do que nunca, de não cair na vaidade que outros no passado caíam, de achar que o holofote é a solução, quando não é. É o trabalho, é a dedicação, é o conteúdo, é a defesa da instituição e é o que vossa excelência, o PGR, vem fazendo", declarou. 

As afirmações foram feitas durante abertura III Fórum Nacional de Corregedores (Fonacor), evento da Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça para discutir soluções e projetos para o enfrentamento dos desafios dos corregedores federais, eleitorais, trabalhistas, militares e estaduais diante da realidade do Judiciário. 

Além de Tofolli e de Aras, participaram da abertura do evento os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM/AP). 

Durante seu discurso, Toffoli ainda manifestou solidariedade ao PGR diante de críticas que chamou de 'injustas', sem se citar expressamente as mesmas. Recentemente, Aras divulgou duas notas públicas sobre seus posicionamentos, uma relativa às Forças Armadas e ao artigo 142 da Constituição, e outra sobre seus pareceres no âmbito do inquérito das fake news - que inclusive está pautado para análise do Plenário do Supremo Tribunal Federal nesta quarta. 

O chefe do Ministério Público Federal está prestes a decidir se denuncia ou não o presidente no âmbito do inquérito sobre suposta tentativa de interferência política na Polícia Federal, aberto após acusações feitas pelo ex-ministro Sérgio Moro ao anunciar sua demissão no fim de abril. 

Prorrogação 

Nesta segunda, o ministro Celso de Mello, relator da investigação, determinou a prorrogação das apurações por mais 30 dias, atendendo a pedido a pedido da delegada Christiane Correa Machado - chefe do Serviço de Inquéritos Especiais no STF e responsável pela condução do inquérito na PF - com expressa concordância da Procuradoria-Geral da República. 

Em meio a momento crítico do inquérito, o presidente Jair Bolsonaro fez diferentes gestos de aproximação com relação a Aras. Somente na última semana de abril, o presidente se convidou para vistar o PGR, acenou que poderia indicar o atual chefe do Ministério Público Federal para uma vaga do Supremo Tribunal Federal e ainda condecorou Aras com Ordem de Mérito Naval. 

Como mostrou o Estadão, desde que assumiu o comando do Ministério Público Federal (MPF) em setembro do ano passado, Aras vem tomando uma série de medidas que atendem aos interesses do presidente Jair Bolsonaro.


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