Sobre corrupção, Serra disse que já é hora de investir e valorizar os órgãos de fiscalização. “Eu sempre apoiei os órgãos de fiscalização”, afirmou. Depois, lembrou que há casos ainda em aberto. “O dossiê dos aloprados, por exemplo, ainda não tem solução e para qualquer partido. Dizem que começou com um partido e envolveu outro. Isso tem de acabar”, disse.
Na sua manifestação, a petista declarou que o governo Lula profissionalizou a Polícia Federal, e que foram investigadas até pessoas graduadas. “É importante investigar e punir. Doa a quem doer. A PF foi um instrumento importante no combate à corrupção. Outro instrumento importante foi a Controladoria Geral da União, que investigou o caso das sanguessugas”, destacou a candidata.
O tema segurança levou os candidatos a divergirem abertamente. Serra sustentou que a segurança é assunto prioritário dos estados, mas defendeu que o governo federal tome posição sobre o problema e crie o Ministério da Segurança. Dilma discordou da visão de que a segurança pública seja questão só dos estados. Ela citou programas do governo federal de formação de policiais. “Sobretudo, não pode haver a impunidade. Tem de haver a prisão e a punição”, argumentou Dilma, que prometeu investir em bases comunitárias de Polícia.
Saneamento básico, outro tema abordado no debate, não encontrou discordâncias. Serra e Dilma concordaram quanto à necessidade de investimentos. “Saneamento tem os dois lados: o da enchente e o da saúde”, afirmou o tucano. A petista retrucou dizendo que por muitos anos o saneamento não teve investimentos, o que foi recuperado pela administração Lula. Ela citou obras no Rio de Janeiro na Rocinha e Complexo do Alemão.
