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Eleições 2026: Entenda o voto distrital

Ministro Alexandre de Moraes defende o modelo como alternativa ao sistema proporcional para deputados e vereadores

Integridade das urnas também será missão do órgão
Integridade das urnas também será missão do órgão Foto : Lundbark Rodrigues / TSE / Divulgação CP

Faltando 40 dias para as Eleições 2026, o debate sobre a reforma política no Brasil voltou à tona com a fala recente do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que defendeu o voto distrital. Ele tem sido proposto como uma alternativa ao sistema proporcional, que é atualmente utilizado nas eleições para deputados e vereadores.

O que é o voto distrital?

No sistema distrital, a circunscrição eleitoral de um estado ou município é dividida em distritos que correspondem exatamente ao número de vagas em disputa no Poder Legislativo. Cada partido pode indicar apenas um candidato por distrito, e o eleitor vota estritamente no candidato que disputa pelo seu próprio distrito. Assim, o candidato mais votado em cada região é eleito para a vaga no parlamento.

Principais argumentos a favor

Os defensores do voto distrital argumentam que o modelo atual (sistema proporcional) causa distorções, já que o voto do eleitor contabiliza para a legenda e pode acabar elegendo outro candidato do partido. Entre as vantagens apontadas para o sistema distrital estão:

Aproximação com o eleitor: A delimitação territorial aproxima o parlamentar da sua base política, facilitando a fiscalização de seu mandato.

Redução de custos: Com uma área geográfica menor para cobrir, o custo das campanhas eleitorais tende a ser mais baixo se comparado à necessidade de percorrer todo o estado ou município.

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Críticas e o voto distrital misto

Por outro lado, críticos do modelo destacam potenciais fragilidades:

Representação de minorias: No voto distrital, partidos que representam pequenos segmentos sociais podem ter dificuldades para obter representação, ao contrário do sistema proporcional, que soma votos em todo o estado ou município para garantir vagas no quociente eleitoral.

Interesses locais: Há o risco de gerar um parlamento focado excessivamente em demandas puramente locais, em detrimento dos temas regionais e nacionais.

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