Para o evento, uma estrutura suntuosa foi montada, com espaços reservados a autoridades, convidados vips e ao público em geral. As câmeras de televisão poderiam captar a imagem da suposta multidão do alto. Um tablado foi montado especialmente para isso. No acessos da festa, havia detectores de metal e grande número de seguranças. O local tinha capacidade para abrigar 5 mil pessoas, segundo cálculo de policiais.
Dois telões transmitiam a apuração dos votos desde o início da noite. Foram instalados próximos a um palanque preparado para os futuros discursos, adornado com as fotos de Dilma Rousseff e Agnelo Queiroz, com Lula ao centro e destaque para o nome da candidata petista ao Planalto. E até mesmo um buffet foi contratado, o Cristina Roberto.
Na semana passada, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), ligado à Presidência da República, chegou a solicitar reforço de policiamento à Secretaria de Segurança Pública do DF. E o número de policiais era grande no local. Simpatizantes e candidatos foram convocados para acompanhar, já a partir da abertura das primeiras urnas, o resultado da apuração. Embora anunciada como uma festa conjunta, os cartazes davam destaque à candidata à presidência, Dilma Rousseff. Agnelo Queiroz desempenharia o papel de homenageado secundário, mas foi o único que apareceu.
No início da noite, quando a possibilidade de uma vitória no primeiro turno já se mostrava distante, ninguém quis assumir a autoria da festa precipitada. Os assessores de Dilma negaram a participação na organização. O mesmo foi feito por integrantes da campanha de Agnelo, que atribuíram ao comitê da candidata Dilma a iniciativa. Até às 20 horas, um público pequeno participava daquela que deveria ser a festa da vitória. A maioria levou bandeiras do PT.
