A chuva que caiu ao longo de toda terça-feira prejudicou os planos de campanha da candidata do PT, Maria do Rosário. Com duas agendas externas, uma inclusive com ex-deputado estadual e atual presidente da Conab, Edegar Pretto, os eventos tiveram que ser cancelados e Rosário acabou dedicando a tarde para se preparar para o último debate, nesta quinta-feira.
Esse, contudo, não pareceu ser o problema central para a candidata. Visto que, diante dos elevados níveis de chuva ao longo da madrugada e do dia de hoje, afirmou que “não tem como se pensar só na política”. Isso porque a cidade voltou a apresentar pontos de alagamento em determinados bairros.
"Quem está no governo tem que responder pelo problema e não só gravar vídeo para as redes sociais”, afirmou Rosário, fazendo referência e críticas ao atual prefeito e seu principal adversário na disputa, Sebastião Melo (MDB).
“Se eu estivesse no governo teria feito um diagnóstico de toda a rede e desentupido a drenagem da cidade. É essa medida de choque que a cidade precisa ter nesse momento e o governo não enxerga, porque não quer admitir que há problemas na sua gestão”, finalizou.
Nos bastidores, a avaliação da campanha é de que, apesar das chuvas impedirem o contato direto com eleitor - a fim de mobilizar a militância e dar aquele “gás final” - se as chuvas continuarem nessa intensidade, o peso pode acabar caindo mais sobre Melo, ante os problemas que vão “brotando” do que sobre as demais candidaturas.
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Reforço da pauta climática
“Estou convencida de que democracia e qualidade de vida só existem com respeito e políticas ambientais”, definiu Maria do Rosário, durante evento na noite desta terça-feira. A candidata participou da assinatura da “Carta Pró-RS”.
O documento é organizado por um movimento cívico, capitaneado pelo ex-governador Tarso Genro (PT) e que tem como objetivo captar recursos para o desenvolvimento de projetos sustentáveis e de inovação, com a questão climática no centro, no Estado.
Apesar da iniciativa ser coordenada por Tarso, o documento já conta com mais de 600 assinaturas de diferentes movimentos e setores da sociedade. Para Rosário, assinar esse compromisso é uma “forma de assumir responsabilidade com um projeto capitaneado pela sociedade civil”.
Ao longo da campanha, Rosário vem defendendo a pauta climática como central em seu possível futuro governo. Segundo ela, a única forma de promover o desenvolvimento é de forma harmoniosa com o meio ambiente. Para isso, medidas como a criação de corredores verdes, o plantio de árvores, a educação ambiental, a despoluição dos arroios, o tratamento dos resíduos e a mudança da matriz energética dos ônibus na cidade. “Essa é a única forma de agregar qualidade de vida”, finalizou.
