Eleições

Sessão rápida e com eleições no foco marcam a segunda-feira na Câmara de Porto Alegre

Em novembro, a Lei Orçamentária Anual para 2025 deve ir à votação em plenário

Jonas Reis (PT) e Idenir Cecchim (MDB) protagonizaram discussões na sessão desta segunda-feira
Jonas Reis (PT) e Idenir Cecchim (MDB) protagonizaram discussões na sessão desta segunda-feira Foto : Fernando Antunes / CMPA / CP

Esconder o clima e a empolgação em torno do segundo turno das eleições não está sendo uma tarefa fácil na Câmara de Porto Alegre. Nesta segunda-feira, predominaram os discursos com críticas aos dois candidatos – Sebastião Melo (MDB) e Maria do Rosário (PT) – e, antes da ordem de votações iniciar, a sessão foi encerrada por falta de quórum.

Veja Também

As falas de despedidas também estão sendo comuns pelos vereadores que não conseguiram renovar as suas cadeiras no Legislativo municipal. Da bancada do PT, Adeli Sell tratou da importância das eleições, da democracia e do respeito às autoridades eleitorais. Apesar de não ter sido reeleito, afirmou que seguirá vigilante aos problemas da cidade.

Do mesmo partido, o reeleito Jonas Reis foi exaltado à tribuna. Criticou a prefeitura da Capital por ter tomado para si os créditos pela obra do corredor humanitário durante as enchentes, enquanto afirmou ter sido uma implementação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Em tom irônico, Idenir Cecchim (MDB), líder do governo de Sebastião Melo (MDB) na Casa, questionou as falas do vereador e chamou de “irresponsabilidade” as afirmações sobre as obras do corredor humanitário. Por fim, criticou a atuação do governo federal no Rio Grande do Sul durante as cheias.

Na mesma linha, Tiago Albrecht, do Novo, teceu críticas ao governo federal e comentou sobre o cancelamento da visita do presidente Lula (PT) na reabertura do Aeroporto Internacional Salgado Filho. “Ele não tem coragem de aparecer na reinauguração porque sabe que vai ouvir a verdade, o que não quer”, disse.

Para as próximas semanas, está prevista a discussão e a votação em torno da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2025. Segundo Cecchim, como “são muitas emendas e discussões”, o projeto enviado pelo Executivo deve ser votado em novembro.

*Sob supervisão de Mauren Xavier