"Eu acho até graça destas coisas (referindo-se ao episódio da última segunda-feira quando teve o carro em que estava atingido por tomates). Eu só penso que eles poderiam dar um destino melhor aos tomates. Aqui em Brasília tem uma creche - a Casa da Mãe Preta - que eu acompanho e está sempre precisando de doações", destacou.
Gilmar Mendes foi enfático ao dizer que nada o abala e que fala e faz as coisas pois, segundo ele, há neste momento vários covardes no Brasil. "Eu me posiciono mesmo".
Julgamento do STF sobre cautelares aplicadas a parlamentares
O julgamento desta quarta sobre se é válido o STF afastar, via medida cautelar, parlamentares tendo como base o afastamento do senador Aécio Neves determinado pela 1ª Turma da Corte, tem suscitado discussões acaloradas e posicionamentos do Legislativo, Executivo e membros do Judiciário. O ministro do STF afirmou que o plenário deve ser unicamente pautado pela Constituição.
"Nos devemos aplicar a lei. Esta é a nossa função. E a lei que está expressa na Constituição. Não a nossa interpretação dela, mas o que ela diz de forma bem clara". Gilmar voltou a criticar um certo "populismo judicial" que, segundo ele, tem ocorrido em várias instâncias do Judiciário.
Amizades no mundo político
Questionado sobre sua relação próxima com Michel Temer, alvo de duas denúncias da PGR, e com o senador afastado Aécio Neves, o ministro rebateu dizendo que tem um convivío com o mundo político desde os anos 90. "Eu tenho uma boa relação com boa parte da bancada gaúcha no Congresso, eu me relacionei com FHC, Temer, Lula, José Genoíno, com quem conversava bastante. E sabemos que o mundo político não mudou tanto, portanto minha relação é absolutamente normal. Minha esposa era uma das preferidas da Dona Marisa", confidenciou.