Governadores cotados para a corrida presidencial de 2026 reagiram à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, que sentenciou Bolsonaro a 27 anos de prisão por cinco crimes, incluindo golpe de Estado, mobilizou os pré-candidatos a Presidência, que têm intensificado o discurso em defesa do ex-presidente e de sua base de apoio.
A principal bandeira levantada pelos presidenciáveis é a "anistia ampla, geral e irrestrita" para os réus dos atos de 8 de Janeiro e para o "núcleo duro" do suposto plano golpista.
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Opiniões dos governadores:
- Tarcísio de Freitas (São Paulo): O governador de São Paulo, que já se alinhou ao bolsonarismo radical, criticou a decisão do STF e afirmou que a condenação "fere o princípio da presunção da inocência", por ter sido proferida "sem provas". Ele classificou a sentença como "desproporcional" e escreveu: "A história se encarregará de desmontar as narrativas e a justiça ainda prevalecerá".
- Ratinho Jr. (Paraná): O governador do Paraná defendeu a "pacificação" do país e criticou o que chamou de "perseguição" a Bolsonaro. Ratinho Jr. pediu para que o Brasil "vire a página do ódio, do atraso, da briga e escreva um novo tempo", e declarou solidariedade ao ex-presidente e à sua família.
- Romeu Zema (Minas Gerais): O governador de Minas Gerais questionou a decisão do STF e a comparou a uma "Inquisição". Zema afirmou que a condenação de Bolsonaro "acirra a divisão do País, e não é disso que precisamos".
- Ronaldo Caiado (Goiás): O governador de Goiás lamentou a condenação, afirmando que o resultado já era "antecipado". Caiado defendeu que o julgamento deveria ter ocorrido no plenário da Corte e reiterou que, se eleito presidente, assinará a anistia no primeiro dia de mandato para "alcançar a paz necessária".