Assim como no interrogatório das testemunhas e dos réus da ação penal (AP) 2668, no Supremo Tribunal Federal (STF), que apura tentativa de golpe de Estado, o julgamento também teve seus momentos curiosos. Mesmo em meio à seriedade e à tensão que um processo desse porte exige, houve espaço para ocasiões curiosas e de alívio cômico.
Ainda durante o dia 1, na primeira manifestação das defesas, o advogado de Mauro Cid, Cezar Bitencourt, teceu elogios ao ministro Luiz Fux, chamando-o inclusive de "atraente". A manifestação arrancou risadas do ministro Flávio Dino, que brincou que esperava uma saudação do mesmo nível.
Ainda no primeiro dia, uma lição de moral da ministra Cármen Lúcia no advogado Paulo Renato Garcia Cintra, da defesa do réu Alexandre Ramagem, ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e deputado federal, chamou a atenção. Ela questionou se o mesmo saberia a diferença entre voto auditável e voto impresso.
A ministra seguiu com seus questionamentos no dia seguinte. Cármen Lúcia perguntou ao advogado do general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, o que ele queria dizer quando afirmara que seu cliente tentou demover o presidente Jair Bolsonaro. Ao que Andrew Fernandes Farias prontamente responde: “demover de adotar qualquer medida de exceção”. A ministra imediatamente se dá por satisfeita.
O mesmo advogado propiciou outro momento que chamou a atenção. Em dado momento da sustentação oral, citou sua sogra. Pouco tempo depois, seu celular tocou em meio à argumentação. Ao final, o ministro Flávio Dino brinca: “Não esqueça de atender ao telefone, era sua sogra”.
Confira este e outros momentos que chamaram a atenção no julgamento nas redes sociais e no canal do YouTube do Correio do Povo.