Política

Lindbergh vai reunir deputados petistas para acompanharem julgamento de Bolsonaro

Além de ex-presidente, outros sete podem se tornar réus em processo de tentativa de golpe

Líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias
Líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias Foto : Mauro Pimentel / AFP

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias, disse que vai reunir parlamentares petistas para assistirem ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) definirá nesta terça-feira, 25, se tornará Bolsonaro e outros sete denunciados réus por tentativa de golpe de Estado.

Lindbergh afirmou que vai instalar uma televisão na liderança do partido para que a bancada acompanhe junto a transmissão. O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou que vai transmitir o julgamento através da TVPT - canal do partido no Youtube. "Amanhã (hoje, terça) o grande fato aqui é esse julgamento. Todos os deputados têm que colocar nas suas redes, ficar acompanhando", afirmou o petista.

O deputado afirmou que um dos temas centrais para o partido em 2025 será a campanha sem anistia. "A gente acha que esse negócio [julgamento] vai ter um impacto muito grande na política de 2025. O ex-presidente tinha um plano para matar quem ganhou a eleição. Isso aqui é muito simbólico, entendeu? Então a gente vai estar aqui amanhã sim. E no outro dia a gente vai estar junto comentando, avaliando", disse.

O projeto de lei que propõe a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro tem dividido parlamentares na Câmara dos Deputados. A proposta que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tem apoio de pelo menos um terço (174) dos 513 deputados, segundo levantamento.

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Os ministros do STF vão decidir se tornam Bolsonaro e outros sete denunciados réus no processo. Além do ex-presidente, serão julgados:

  • Deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).
  • Almirante e ex-comandante da Marinha, Almir Garnier Santos.
  • Ex-ministro da Justiça, Anderson Torres.
  • General da reserva e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno.
  • Tenente-coronel e ex-ajudante de ordens da Presidência da República, Mauro Cid.
  • General e ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira.
  • General da reserva e ex-ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto.

Bolsonaro e os outros sete foram denunciados por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, envolvimento em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.