O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi questionado sobre diversos assuntos nesta terça-feira e deu uma resposta mais contundente ao abordar as sanções dos Estados Unidos contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. Ele ainda lamentou a postura do deputado Eduardo Bolsonaro, que agora vive em solo norte-americano, e pede intervenção na política brasileira.
“Podem ficar tranquilos que o Brasil vai defender o seu ministro e a sua Suprema Corte”, iniciou. “Eu ainda não conversei com o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) sobre o que penso, mas posso dizer que acho inadmissível que o presidente de qualquer país questione ou palpite sobre a decisão da Suprema Corte de outra nação. Eu respeito a integridade das instituições de outros países e não podemos nos intrometer na vida dos outros”, completou.
O chefe de Estado brasileiro ainda fez comentários sobre a postura do deputado Eduardo Bolsonaro. “O que é lamentável é o filho de um ex-presidente (Jair Bolsonaro) convocar instituições de outro país para pedir intervenção na política brasileira, lambendo as botas do Trump. Isso sim é um desrespeito ao Brasil”, afirmou.
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Lula comentou que o governo vai tentar chegar a um acordo com os Estados Unidos sobre as tarifas aplicadas a produtos brasileiros. Se a negociação não avançar, o Poder Executivo brasileiro deve acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) ou aplicar uma reciprocidade de tarifas, afirmou.
"Eu acho que o mundo tem regras civilizatórias para a convivência entre países", disse Lula, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto.
E destacou: "O multilateralismo foi uma das coisas mais extraordinárias criadas depois da Segunda Guerra Mundial, e é importante a gente respeitar."