Política

Lula não tem prazo legal para encaminhar novo nome ao STF

Presidente pode fazer indicação antes ou depois das eleições de outubro

Lula não tem prazo legal para encaminhar novo nome ao STF
Lula não tem prazo legal para encaminhar novo nome ao STF Foto : Evaristo Sa / AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda mantém a prerrogativa de enviar uma nova indicação de nome para o Supremo Tribunal Federal (STF). O ato, porém, não tem prazo legal para ocorrer.

De acordo com o regramento das indicações para a Corte, não há nenhuma vedação prévia de que o mesmo nome seja encaminhado para a apreciação dos senadores. Ou seja, cabe ao presidente escolher ou apresentar candidato novo à vaga do STF, além de decidir o melhor momento para fazê-lo, o que pode ocorrer antes ou após as eleições gerais de outubro.

Qualquer que seja a escolha, o indicado deve preencher os requisitos objetivos de ser brasileiro (a) nato (a) e ter mais de 35 anos de idade e menos de 70 anos no momento da nomeação, e os subjetivos, de ter uma reputação ilibada e notório saber jurídico.

Jorge Messias teve seu nome aprovado na CCJ, por 16 votos favoráveis e 11 contrários, também na quarta-feira. Na votação secreta em Plenário, foi derrotado por 42 votos contrários a 34 a favor, enquanto precisaria de no mínimo 41 votos para aprovação.

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Avaliações do Planalto

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o governo entende que uma ala do STF, liderada pelo ministro Alexandre de Moraes, teria se aliado a Davi Alcolumbre para barrar a entrada do advogado-geral na Corte.

O resultado no plenário do Senado não só aumenta a crise entre o Planalto e o Congresso como anima a oposição nas eleições contra Lula, que é candidato ao quarto mandato.

A análise do resultado e dos motivos foi feita em reunião que contou com o presidente e os ministros José Guimarães (Relações Institucionais) e José Múcio (Defesa), além do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), no Palácio da Alvorada.

Auxiliares de Lula também disseram, sob reserva, que o ministro Flávio Dino atuou para derrotar o advogado-geral da União. Tanto Moraes como Dino negam que tenham participado desse movimento. “Peça para apontarem um único senador que liguei ou falei”, disse Moraes, por intermédio de sua assessoria.

O diagnóstico do Planalto foi o de que, ao se aliar ao ministro do STF André Mendonça para conquistar votos de senadores bolsonaristas, Messias acabou comprando briga com o grupo que tem se posicionado contra as decisões do magistrado no tribunal.