Karen Santos legisla em nome do PSol e é uma dos 14 integrantes da comissão do Plano Diretor na Câmara de Porto Alegre. Opositora à atual gestão, a parlamentar avalia que a proposta da Prefeitura não confere um tratamento adequado para pilares fundamentais da cidade, como a moradia popular e o transporte público.
A comissão é responsável por revisar e trazer contribuições ao projeto do Executivo, que guiará o planejamento estratégico de Porto Alegre pelos próximos dez anos. Na prática, isso significa que as decisões tomadas pelos parlamentares impactarão o desenvolvimento da cidade a longo prazo.
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A avaliação da vereadora é clara: o plano da Prefeitura não é abrangente. Em seu entendimento, as ilhas e a zona rural de Porto Alegre são completamente desconsideradas pelo documento. "O Plano Diretor precisa permitir que a cidade discuta o seu desenvolvimento como um todo", defendeu.
Ela ainda destaca que a matéria não é guiada por um mapeamento adequado das áreas de risco, tampouco por um balanço dos impactos das enchentes. De acordo com Karen, o projeto não cria mecanismos para incluir essas regiões no "planejamento urbanístico" da cidade.
Sobre o adensamento dos centros urbanos, ela corrobora com a ideia de trazer as pessoas para perto do trabalho, diminuindo o seu deslocamento, porém, contesta os métodos propostos. "Nós temos mais de 15% dos imóveis no Centro Histórico desocupados. Verticalizar a cidade é interesse do setor imobiliário", defendeu a vereadora. Para ela, uma "reforma urbana mais radical" – norteada pela reivindicação de moradias sociais – deveria ser a prioridade.
*Supervisão Mauren Xavier