Política

STF abre sindicância para apurar vazamento de decisões de Fachin sobre delações

Presidente da Casa prometeu julgar os processos "independentemente de qualquer percalço"

Presidente do STF, Cármen Lúcia, abriu processo para investigar vazamentos
Presidente do STF, Cármen Lúcia, abriu processo para investigar vazamentos Foto : Rosinei Coutinho / SCO / STF / Divulgação / CP
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, decidiu nesta quarta-feira abrir uma sindicância para apurar a quebra de sigilo das decisões do ministro Edson Fachin sobre as delações de ex-diretores da empreiteira Odebrecht. Um grupo de trabalho foi instituído e deverá concluir a apuração em 30 dias.

As decisões do ministro, que abriu inquéritos contra parlamentares citados nas delações, foram assinadas no dia 4 abril e estavam previstas para serem divulgadas nesta semana, após o feriado de Páscoa. No entanto, todos os arquivos do processo e as íntegras das decisões de Fachin foram publicadas na semana passada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Por meio de sua assessoria, a ministra declarou que a Corte vai julgar os processos da Operação Lava Jato "independentemente de qualquer percalço ou tentativa de atraso".

Após a abertura dos inquéritos envolvendo as delações de ex-executivos da Odebrecht, 109 pessoas passaram a ser investigadas no STF. Em média, processos criminais podem levar pelo menos cinco anos e meio para serem concluídos na Corte.

O tempo é estimado pela FGV Direito Rio, que calculou o tempo que leva para que um processo criminal envolvendo autoridades com foro privilegiado seja finalizado.