Em junho, o Índice de Inflação dos Custos de Produção teve aumento de 0,71% em comparação com maio. O preço dos fertilizantes, atrelado diretamente à taxa de câmbio, é o principal responsável pelo aumento. No ano, o acumulado nos Custos de Produção é de 2,48%. A informação foi divulgada em relatório da Assessoria Econômica da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), nesta segunda-feira, 22.
“O maior destaque deste relatório é o segundo aumento consecutivo dos Custos de Produção”, diz a economista da Farsul Danielle Guimarães. “Junho foi um ponto de inflexão, pois os resultados do ano apontavam para deflação”, salienta, lembrando o encerramento negativo ocorrido em 2022 e 2023.
Com o aumento em junho, reverteu-se a tendência baixista dos últimos doze meses, com 2024 acumulando, até o sexto mês, 0,83% de elevação. “Os próximos relatórios vão depender muito da flutuação da taxa de câmbio”, afirma Danielle.
Preços recebidos
Junho também registrou alta no Índice de Inflação dos Preços Recebidos, superando em 1,19% o apurado em maio. Soja e leite contribuíram para o resultado. Apesar da queda do preço do grão no mercado internacional, o aumento do dólar manteve a cotação da commodity elevada no país. O preço do leite, por sua vez, subiu 6% no período.
No acumulado de 12 meses, o índice sofreu majoração de 7,69%. A análise destaca que o movimento altista não pode ser considerado uma tendência, pois o mercado internacional aponta para retração, enquanto que os preços internos têm sido influenciados pela elevação na taxa de câmbio.
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