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Abertura da Colheita da Noz-Pecã debaterá Irrigação para enfrentar desafios climáticos

O evento será realizado no dia 11 de abril em Glorinha

O Rio Grande do Sul, atualmente, tem sete mil hectares de área cultivada de nogueira-pecã, sendo cerca de 5,5 mil em produção e envolvendo em torno de 1,6 mil famílias
O Rio Grande do Sul, atualmente, tem sete mil hectares de área cultivada de nogueira-pecã, sendo cerca de 5,5 mil em produção e envolvendo em torno de 1,6 mil famílias

Foi lançada nesta quarta-feira, dia 2, a 7ª Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã. A apresentação do evento, que será realizado em 11 de abril no município de Glorinha, foi realizada na sede da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em Porto Alegre, em coletiva de imprensa promovida pela instituição pública e o Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan). O ato solene será na propriedade da agroindústria Nozes Glorinha, do produtor Karion Minussi. Nesta edição, a programação irá abordar, além do manejo, a importância da irrigação em virtude das constantes estiagens que assolam parte do Rio Grande do Sul nos últimos anos.

Segundo o presidente do IBPcan, Claiton Wallauer, 90% das nogueiras-pecã do Brasil estão no Estado gaúcho, citando dados da Emater.

“A cultura da pecã é focada na agricultura familiar. Milhares de famílias produzem e aglutinam as nozes e entregam para as indústrias de processamento, e é importante que toda a cadeia seja prestigiada a partir do apoio do governo do Rio Grande do Sul”, destacou.

O Rio Grande do Sul, atualmente, tem sete mil hectares de área cultivada de nogueira-pecã, sendo cerca de 5,5 mil em produção e envolvendo em torno de 1,6 mil famílias. A produção de noz-pecã esperada na atual safra gira em torno de 5 mil toneladas. “É uma boa produção considerando o ano de dificuldades climáticas que foi em 2024”, comparou o presidente do IBPecan.

Conforme divulgado pela Seapi, o secretário da Agricultura, Clair Kuhn, lembrou, na coletiva de imprensa, que o produtor tem total prioridade para o atual governo do Estado.

“A colheita é um momento de celebração por representar todo um trabalho de dificuldades e dedicação”, pontuou.

Kuhn enfatizou que o governo gaúcho sempre está aberto para estabelecer parcerias com o setor, destacando a questão da irrigação como fundamental para o adequado desenvolvimento das culturas. “A irrigação é essencial para a produção da noz-pecã, tendo no sistema de gotejamento uma alternativa para melhor produtividade da fruta. O governo do Estado tem incentivado o produtor a investir em irrigação, tendo auxílio de 20% do valor do projeto limitado a R$ 100 mil por beneficiário dentro do Programa de Irrigação que está com o edital aberto”, observou Kuhn.

O secretário destacou ainda a parceria técnica com a Emater no sentido de orientar os produtores.

“Cerca de 35% do solo de produção ainda não tem cobertura de assistência técnica. É outro ponto fundamental, além da irrigação, que o governo tem auxiliado, de também incentivar a diversificação de culturas dentro das propriedades, além de estimular para ampliar estas áreas”, concluiu.

O anfitrião da abertura oficial da colheita da Noz-Pecã, o produtor Karion Minussi, lembrou que a produção também foi severamente atingida com as enchentes de maio e junho do ano passado, mas que agora em 2025 o clima favoreceu a cultura. “Com o apoio recebido do governo do Estado foi possível melhorar e, principalmente, aprender a evitar que os efeitos da tragédia climática se repitam”, enfatizou. A ideia do produtor será mostrar o pomar e a cultura da pecã, sobretudo como é feito o plantio e a colheita. “A Emater estará no local também apoiando e acrescentando informações. O Brasil é o 4º maior produtor de noz-pecã do mundo, portanto é justo dizer que o Rio Grande do Sul, com 90% da produção do país, é o 4º maior produtor de pecan do mundo. Então a cultura precisa ser cada vez mais incentivada”, concluiu.

O prefeito de Glorinha, Leonardo Carvalho, também esteve presente.

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