Esta é a primeira das cem unidades produtoras que serão implementadas em áreas de famílias atingidas pelas barragens da Bacia do Rio Uruguai, nos municípios de Aratiba, Mariano Moro, Barracão, Esmeralda e Capão Alto. O presidente da FEA, Rogério Dalló, explica que os agricultores receberão um kit de implementos destinados à criação de aves e à produção de frutas e hortigranjeiros. Para tanto, passarão por um processo de seleção e diagnóstico que comprove a viabilidade do investimento.
Cada unidade terá um galinheiro no centro, três canteiros de hortas agroecológicas no entorno desse espaço, uma área para pastoreio e um pomar. Trata-se de uma produção de alimentos orgânicos, que proporcionam mais qualidade de vida às famílias e aos consumidores. A tecnologia social atende ainda a um crescente mercado consumidor desses produtos no Pais e no exterior. O destino mais próximo da produção do país são as escolas de rede pública, que por lei agora têm de utilizar 30% dos recursos destinados à merenda escolar na compra de alimentos oriundos da agricultura familiar.
De acordo com o técnico agrícola do MAB, Márcio Caldart, o projeto terá repasse de tecnologia e assistência técnica de profissionais do Movimento durante 18 meses, nas cem propriedades atendidas. Na avaliação do Movimento, a iniciativa oferece a base necessária para a produção e a diversificação de alimentos saudáveis, apropriada à lista de itens comercializados pela Companhia Nacional de Abastecimento, estimulando a redução do uso de agrotóxico. Nesta semana, técnicos e agricultores trabalharam na instalação da unidade do Pais na propriedade de Albino Belentir, com o objetivo de assimilar a implantação da tecnologia.
