Rural

Alíquota do Proagro pode impactar plantio do trigo

Advertência foi feita pelo diretor da Farsul, Hamilton Jardim, durante lançamento do Ensaio de Cultivares em Rede do Trigo (ECR) de 2024

A alíquota do Proagro para o trigo subiu de 12% no ano passado para 23% em 2025
A alíquota do Proagro para o trigo subiu de 12% no ano passado para 23% em 2025 Foto : Flávio Martins Santana / Embrapa / CP

A alíquota do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) para o trigo subiu de 12% no ano passado para 23% em 2025, reajuste que poderá impactar no plantio do cereal no Rio Grande do Sul, com nova redução de área. O alerta foi feito ontem pelo diretor da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e presidente da Câmara Setorial do Trigo e Culturas de Inverno do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Hamilton Jardim, durante o lançamento do 17º Ensaio de Cultivares em Rede (ECR) do Trigo, que analisou o desenvolvimento da cultura em 2024 em seis municípios gaúcho.

O estudo, realizado em parceria da federação com a Fundação Pró-Sementes e o Senar/RS, é sempre divulgado em fevereiro, para que o triticultor tenha em mãos informações sobre produtividade que podem ser utilizadas na tomada de decisões antes da semeadura. Jardim disse que o reajuste no Proagro trará dificuldades ao produtor e projetou área menor que a publicada pela Conab em seu quinto levantamento de safra, publicado no dia 8 deste mês, de 1,28 mil hectares.

"Não acredito nesta área", declarou o dirigente, ressaltando que ela já é menor que a de 2024, quando o Estado plantou cerca de 1,34 mil hectares.

De acordo com a gerente de pesquisas da Fundação Pró-Sementes, Kassiana Khel, no ensaio de 2024 foram analisados experimentos nos municípios de Inhacorá, São Luiz Gonzaga, São Gabriel, Cachoeira do Sul, Passo Fundo e Vacaria. Entre os experimentos, foram distribuídas 30 cultivares, de diversos obtentores e ciclos diferentes.

A campeã em produtividade na região fria foi a T Bio Motriz, que atingiu o volume de 157 sacos por hectare, no município de Vacaria. Na região quente, o melhor desempenho ficou com a BS Etanol 8, com 111 sacos por hectare. Na comparação entre as cultivares de máximo e de mínimo rendimento, em Vacaria, a diferença na produtividade foi de 30 sacos, o que significa que se o produtor escolher a variedade mais produtiva, considerando o preço do saco em R$ 65, o ganho por hectare pode ser de R$ 1,950.

O estudo está disponível para download nos sites da Farsul e da Fundação Pró-Semente.

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