O sub-secretário do parque, Adeli Sell, brinca que as presenças dos craques Podolski e Schweinsteiger e a chancelar Angela Merkel seriam “reforços de primeira” para a mostra. A negociação junto à Câmara Brasil-Alemanha e ao Consulado em Porto Alegre concluída durante a Copa, rendeu provocações bem-humoradas. “Quando a semifinal fatídica foi definida um dos interlocutores, confiante no futebol de seu país, perguntou se convite estava mantido”, diverte-se Sell.
A decisão de homenagear a Alemanha, claro, nada tem a ver com o Mundial. No ano das comemorações alusivas aos 190 anos da colonização, quando as primeiras famílias chegaram a São Leopoldo, em 1824, foram decisivas as relevantes e incontáveis contribuições de imigrantes e seus descendentes na formação histórica, econômica e cultural do Estado. No agronegócio e setor industrial, sobram exemplos de disciplina, planejamento e pioneirismo semelhantes ao da seleção campeã, como a estruturação da bacia leiteira que alicerçou, por exemplo, Nova Petrópolis, movida pelo cooperativismo.
A ligação entre a feira e a Alemanha é antiga. As três esferas que hoje possuem as cores do Rio Grande do Sul e se transformaram ao longo dos anos no símbolo da Expointer no parque foram doadas pelo governo da então Alemanha Ocidental em 1974.
