Rural

Alojamento fixo para peões da Expointer está fora dos planos do Piratini

Nesta edição, estrutura terá 25 quartos para 250 trabalhadores, cozinha comunitária e espaço de lazer

Estrutura desta edição será similar à utilizada em anos anteriores
Estrutura desta edição será similar à utilizada em anos anteriores Foto : Mateus Bruxel / CP Memória
Não está nos planos do governo Tarso Genro a construção de alojamento definitivo para os peões que trabalham na Expointer. Segundo o diretor administrativo da Secretaria da Agricultura, Jeferson Chiarelli, uma construção desta natureza gera custos de manutenção que não se justificam pelo uso restrito a poucos dias por ano. Para exemplificar, ele cita o investimento que terá de ser feito neste ano de R$ 330 mil para a recuperação dos dormitórios de veterinários e zootecnistas no parque, em péssimo estado.

A intenção contraria o que o Ministério Público do Trabalho (MPT-RS) vem cobrando ao longo dos anos: que seja feita estrutura fixa para os peões. A negociação iniciou-se em 2008 quando o MPT proibiu que os tratadores dormissem junto aos animais. Nos últimos dois anos, ajustes, como mais chuveiros e sanitários, garantiram que a solução provisória fosse aceita pelo MPT.

No alojamento a ser montado nesta edição, haverá 25 quartos para 250 trabalhadores, cozinha comunitária e espaço de lazer, tudo com ar-condicionado, além banheiros e chuveiros.

Apesar do posicionamento do governo, a expectativa da presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Elizabeth Cirne Lima, é que esta seja a última mostra com a estrutura provisória. Como no ano passado, a Febrac fará a distribuição das vagas. A empresa que executará o serviço de locação, montagem e desmontagem das estruturas será escolhida por pregão eletrônico, realizado pela Cecom no próximo dia 27. O custo desta contratação é todo do Estado.

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