A intenção contraria o que o Ministério Público do Trabalho (MPT-RS) vem cobrando ao longo dos anos: que seja feita estrutura fixa para os peões. A negociação iniciou-se em 2008 quando o MPT proibiu que os tratadores dormissem junto aos animais. Nos últimos dois anos, ajustes, como mais chuveiros e sanitários, garantiram que a solução provisória fosse aceita pelo MPT.
No alojamento a ser montado nesta edição, haverá 25 quartos para 250 trabalhadores, cozinha comunitária e espaço de lazer, tudo com ar-condicionado, além banheiros e chuveiros.
Apesar do posicionamento do governo, a expectativa da presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Elizabeth Cirne Lima, é que esta seja a última mostra com a estrutura provisória. Como no ano passado, a Febrac fará a distribuição das vagas. A empresa que executará o serviço de locação, montagem e desmontagem das estruturas será escolhida por pregão eletrônico, realizado pela Cecom no próximo dia 27. O custo desta contratação é todo do Estado.
