Rural

Argentina reduz previsão de safra

Projeção para a safra da soja caiu de 48 milhões de toneladas para 40,5 milhões de toneladas

Além de incêndios em zonas rurais, os estragos provocados pela escassez de chuva na Argentina são percebidos na safra de grãos de verão. Os primeiros lotes de milho começaram a ser colhidos em fevereiro, mas o corte da lavoura se concentra no mês de março, enquanto que no caso da soja a maior parte dos grãos chega ao mercado em abril e maio.

“A falta de chuvas, combinada com as altas temperaturas, afetou severamente a produção precoce de soja e milho”, afirma a chefe de Estudos Econômicos da Bolsa de Comércio de Rosário, Emilce Terré.

Em sua última estimativa, a instituição reduziu as projeções para a produção de soja, de 48 milhões para 40,5 milhões de toneladas, e para  a de milho, de 56 milhões para 48 milhões de toneladas. Além da estiagem, os fatores que mais preocupam o produtor argentino no momento são o preço, a disponibilidade dos insumos e as medidas de política comercial.

Segundo Emilce, o cenário pode sustentar os preços, principalmente em razão da generalização dos problemas de produção para grande parte da América do Sul.