Rural

Assembleia de produtores rurais de Pedras Altas irá discutir segurança nas propriedades privadas

O encontro, que está previsto para ocorrer na tarde desta quinta-feira na Cabanha Santa Angélica, está mantido

Nesta terça-feira, trabalhadores rurais sem terra invadiram duas propriedades em Pedras Altas, no sul do Estado. Na quarta-feira, com o apoio da Brigada Militar, eles foram retirados da Fazenda Vila Nova e da Cabanha Santa Angélica, sendo que nesta última, grande parte permanecia do lado de fora da porteira na manhã desta quinta-feira.

Em nota o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) afirmou que após reunião com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) confirma que decidiu desocupar as áreas em Pedras Altas, mas mantém vigília na sede do Incra, em Porto Alegre.

Segundo o movimento, o governo federal está empenhado, tanto no Rio Grande do Sul quanto em Brasília, para resolver as demandas do movimento por novos assentamentos.“Nós não estamos mais nas áreas, saímos de forma pacífica, mas seguimos em vigília com os nossos acampamentos. Vamos seguir nos reunindo com o governo para avançar na negociação.”, finaliza a nota

Após o episódio, produtores rurais da região irão realizar uma assembleia na Cabanha Santa Angélica na tarde desta quinta-feira. “É fundamental que mostremos união e força para defender o direito à propriedade privada. Precisamos cobrar das autoridades públicas a retirada definitiva dos invasores", declarou o vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e presidente da Comissão Fundiária da entidade, Paulo Ricardo de Souza Dias.

O presidente do Sindicato Rural de Pedras Altas, Carlos Hofmeister destaca que a proposta é que os trabalhadores saiam da porteira. "Queremos que respeitem o direito à propriedade, esta é a nossa grande demanda. Existem alternativas justas para a pedida de acesso à terra. Não discutimos isto, mas a maneira como fazer, por invasão, não aceitamos em hipótese alguma. O que achamos justo é que busquem uma maneira de adquirir seu espaço de terra, que é um direito de qualquer pessoa, mas dentro da lei e da ordem", conclui.