Uma nova etapa da campanha nacional de prevenção à influenza aviária promovida pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) foca agora os turistas, frequentadores de praias e moradores de áreas litorâneas de todo o Brasil. Lançada no dia 22, a iniciativa está sendo impulsionada nas redes sociais e distribuída por meio dos estados, com orientações sobre cuidados frente a situações de eventual risco com relação à doença.
Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a campanha deverá durar todo o verão, especialmente nos períodos em que as pessoas viajam para o litoral, durante as festividades e as férias. “Queremos reforçar a estratégia não apenas para proteger os plantéis avícolas, mas também para que as pessoas compreendam que aves selvagens aparentemente enfermas precisam de cuidados adequados, o que só pode ocorrer por meio de atenção médico-veterinária oficial ou outro profissional habilitado”, disse Santin, em nota.
A diretora técnica da ABPA, Sula Alves, explica que, ao avistar um animal doente, a recomendação básica é afastar-se, isolar a área e chamar o serviço veterinário oficial. “Buscamos (na campanha) uma mensagem simples, de fácil entendimento e que qualquer pessoa possa executar”, destacou. O vídeo da campanha pode ser visualizado no site da entidade neste link.
No Rio Grande do Sul, a gripe aviária não afeta os plantéis de aves. Há três focos abertos da doença em mamíferos aquáticos (leão-marinho e lobo-marinho), registrados nos municípios de Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Torres. Outros dois focos, detectados na Reserva do Taim em maio e na Praia do Mar Grosso em São José do Norte em outubro, ambos em aves silvestres, já foram encerrados. Até o dia 15 de dezembro, segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), haviam sido realizadas mais de 7 mil ações de vigilância ativa no Rio Grande do Sul, com estimativa de 7 milhões de aves observadas.