Camargo Neto integra a delegação de 80 empresários que acompanham a visita da presidente Dilma Rousseff à Rússia. Para ele, "já existe" um efeito dominó gerado pelo caso da vaca que morreu em 2010, com suspensão das importações pelo Japão, pela África do Sul e China. Mas Camargo Neto ressaltou que os três países são insignificantes para o mercado brasileiro. "Nós exportamos meia dúzia de latas de carne para o Japão", exagerou.
O temor é de que outros países adotem medidas semelhantes. Além disso, problemas sanitários em relação à carne bovina podem influenciar negativamente outras carnes. "Estamos há cinco anos negociando a entrada no mercado do Japão", lembrou Camargo. Para ele, "é inadmissível" que um exame laboratorial demore um ano e meio para ser concluído. "É rápido perder credibilidade, mas reconquistá-la demanda tempo".
Camargo Neto defendeu ainda o aumento do Orçamento do Ministério da Agricultura e dos recursos destinados à vigilância e inspeção sanitária e aos laboratórios. "As desculpas podem ser verdadeiras, mas ficou claro que elas não são aceitas pelos compradores", disse. Se o foco de vaca louca tivesse sido notificado em um prazo de dois meses depois da ocorrência, Camargo Neto acredita que não teria havido problemas.
