Rural

Ceasa avalia variação de preços como positiva

Couve, alface e banana prata registraram aumentos acima de 37% na primeira comparação de cotações depois das chuvas e inundações

Preço da couve teve o maior aumento nas cotações da Ceasa, com alta de 59,84%
Preço da couve teve o maior aumento nas cotações da Ceasa, com alta de 59,84% Foto : Ceasa-ES \ Divulgação \ CP

Três produtos tiveram reajuste significativo nas cotações da Central de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa), na primeira avaliação depois das chuvas e inundações que atingiram o Estado desde a semana passada. Na comparação entre os valores praticados no dia 30 de abril com aqueles do último dia 8, o molho da couve registrou alta de 59,84, passando de R$ 2,08 para R$ 3,33. Foi o maior aumento no período, seguido do pé de alface, com majoração de 42,96%, de R$ 2,91 para R$ 4,16, e da banana prata, que subiu 37,61%, de R$ 4,44 para R$ 6,11 o quilo.

Outros itens tiveram baixa, com destaque para o abacate, que caiu 14,4%, de R$ 3,89 para R$ 3,33 o quilo. O preço do mamão formosa diminuiu 13,29%, passando de R$ 6,92 para R$ 6 o quilo, enquanto o molho do espinafre teve o custo reduzido em 12,70%, de R$ 3,33 para R$ 2,91. O resultado é avaliado como “muito positivo” pela Ceasa.

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“Dentro de toda esta situação, comparado a outros setores, estava esperando que nosso mercado fosse entrar com mais altas”, disse o engenheiro agrônomo da instituição, Léo Omar Duarte Marques. De acordo com Marques, a produção da alface e da couve “foi muito atingida pela chuvarada. Nossos produtores perderam muito, muito, muito nos cultivos. O que tem é muito pouco para a demanda”. No caso da banana prata, na avaliação do engenheiro, há redução da oferta principalmente em razão de problemas de logística e de incapacidade de operação por parte de atacadistas.

“Na banana prata, bastante coisa vem de fora. Nossos atacadistas também tiveram muitas perdas. Boa parte ainda não conseguiu se restabelecer e se instalar em nossa estrutura improvisada. Tiveram perdas muito grandes dentro [da sede da Ceasa], com caminhões que ficaram sob a água. Uma situação bem caótica”, explica Marques, referindo-se ao alagamento da sede da Ceasa, no bairro Anchieta, em Porto Alegre, desde o dia 5. Na última quarta-feira, dia 8, a Central transferiu o espaço de comercialização para uma área de estacionamento no Km 80 da Freeway, em Gravataí.