A Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) afirmou nesta segunda-feira que vai pedir à Justiça a reintegração de posse do Horto Florestal Carola, em Charqueadas, ocupado desde a madrugada de hoje por cerca de 500 pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
O MST informou que a ocupação busca pressionar o cumprimento de Termo de Compromisso assinado pela CEEE e pelo direção Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O Incra mostrou interesse na comprar do terreno de 1.080 hectares com a finalidade de utilizá-lo para o assentamento de famílias acampadas no Rio Grande do Sul.
Porém, para a compra do local, é necessário que a CEEE retire a vegetação existes e os tocos de árvores. A empresa também deveria remover embalagens com resíduos de Arseniato de Cobre Cromatado, uma vez que o produto é considerado tóxico. Esse composto é usado na Usina de Preservação de Madeira, que não funciona desde 2013.
De acordo com o MST, a CEEE tem interesse em desocupar o terreno, uma vez que não deve utilizá-lo para o florestamento de árvores visando a fabricação de postes. A área atualmente é apenas ocupada por funcionários de uma empresa de segurança. Segundo o integrante do MST, Laerte Lima, esta é a terceira vez que o movimento ocupa o terreno desde 2014. “Queremos que o acordo entre a CEEE e o Incra seja cumprido, e que a área seja destinada à reforma agrária para podermos produzir nossos alimentos”, disse. A ocupação é formada por famílias vindas de outros acampamentos localizados na região Metropolitana de Porto Alegre e Candiota.
CEEE pedirá reintegração de posse de área ocupada por MST
Cerca de 500 pessoas ligadas ao movimento estão no Horto Florestal Carola
