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Entretanto, o mau tempo não tem prejudicado os negócios no evento que é considerado um dos maiores da América Latina no ramo da agricultura e pecuária. “A chuva não prejudica os negócios. Prejudica o passeio, a interação da população”, disse o governador do Estado, Tarso Genro, em entrevista à Rádio Guaíba.
A estrutura passou por uma obra de drenagem, para minimizar os efeitos da chuva. O investimento do Estado foi de cerca de R$ 2 milhões. “Tem um nível de precipitação que não existe drenagem de qualquer cidade do mundo que contém. A do Parque Assis Brasil foi muito boa, bem acompanhada e bem qualificada. E apenas uma parte precisou ser interrompida”, explicou Tarso. “A drenagem começa a funcionar melhor no segundo ano, quando existe uma acomodação melhor do terreno. E temos que considerar que choveu três vezes mais que o comum”, acrescentou.
Após a interdição do acesso ao local pelo estacionamento, o secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa), Luiz Fernando Mainardi, visitou a área atingida. “Em 36 anos tivemos apenas quatro vezes essa situação. Estamos observando o comportamento das águas e, logo após a Expointer, faremos uma avaliação e daremos os encaminhamentos técnicos necessários para evitar que voltem a ocorrer alagamentos”, sinalizou.
Segundo o diretor do Parque Assis Brasil, Telmo Motta, o problema não é exclusivo da área e sim do entorno de Esteio, um dos municípios mais afetados pela enxurrada e que decretou situação de emergência. “Após cessarem as chuvas, em no máximo 36 horas o parque voltará ao seu estado normal”, opinou.
Embora a chuva atinja o Estado de forma ininterrupta desde quinta-feira, o número de visitantes nos três primeiros dias da Expointer foi considerado bom. Até o início da tarde desta segunda-feira, mais de 478 mil pessoas foram ao evento. Além disso,o último baçanço revela R$ 13,735 milhões em vendas de animais, pouco mais de R$ 1 milhão em itens de artesanato e R$ 1,2 milhão no ramo da agricultura familiar. "Acho que vai ser uma grande Expointer. Teremos de 7 a 10% a mais de negócios que tivemos no ano passado”, acredita Tarso.
Por causa dos alagamentos, a entrada para o estacionamento pelos portões 15 e 16 precisou ser interditada | Crédito: André Ávila
