Levantamentos feitos pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) sobre a incidência da cigarrinha nas plantações de milho no Rio Grande do Sul identificaram perda de 36,33% em 73 amostras do cereal coletadas em 67 municípios, numa extensão de 514 hectares, nos meses de abril e maio.
O chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Seapdr, Ricardo Felicetti, salienta que a praga é um problema nacional e, no Estado, ocorreu associada aos efeitos da estiagem. Acrescenta, ainda, que o combate à infestação passa por medidas profiláticas, como o plantio nos períodos adequados, evitando a semeadura tardia, e o tratamento de sementes.
O manejo da cigarrinha foi tema de webinar do Programa Pró-Milho/RS na última quinta-feira. O agrônomo da Emater, Elder Dal Prá, que também participou do evento, afirma que o inseto, quando em elevada densidade populacional, causa danos diretos ao cultivo de milho pela sucção da seiva da planta. E também danos indiretos pela transmissão dos molicutes e da risca do milho, que provocam doenças na planta que levam à redução do desenvolvimento da parte aérea e das raízes, perfilhamento anormal e número excessivo de espigas. “As perdas podem ser superiores a 70%”, observa o agrônomo.
