A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quinta-feira o 6º levantamento da safra 2020/2021, sem alterações significativas para os grãos cultivados no Rio Grande do Sul. Na principal cultura agrícola do Estado, a soja, a previsão é de uma colheita de 20,066 milhões de toneladas, mesmo número previsto no levantamento divulgado em fevereiro. O superintendente da Conab no Rio Grande do Sul, Carlos Roberto Bestetti, pondera, no entanto, que pode haver variações, tanto para mais como para menos. “As lavouras estão bonitas, mas as previsões climáticas não são muito alentadoras para o mês de março”, observa.
Embora os produtores estejam otimistas, um dos itens que influenciam a definição é o fato de as lavouras terem sido semeadas com atraso, em razão do estresse hídrico ocorrido principalmente em novembro. O que já pode se afirmar, segundo o superintendente, é que a oleaginosa não vai alcançar o “pico máximo” de produção que seria possível com o pacote tecnológico e o material genético hoje disponíveis. A produtividade calculada até o momento é de 3,3 mil quilos (55 sacas) por hectare.
A produção de milho é calculada em 3,595 milhões de toneladas, uma queda de 8,6% em relação à safra anterior, que já havia sofrido com estiagem.
A boa notícia do levantamento ficou para o desempenho da safra nacional. A estimativa foi revisada para cima, de 268,3 milhões para 272,3 milhões de toneladas. O desempenho é impulsionado pela soja e milho, que devem alcançar 135,1 milhões e 108 milhões de toneladas, respectivamente.
