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CNA manifesta preocupação com cenário político e seus reflexos na economia nacional

Nota oficial da entidade menciona tarifaço dos Estados Unidos e cobra mudanças de postura do governo federal

Para a CNA, o  Brasil deveria estar consolidando sua posição como fornecedor estratégico de alimentos, energia limpa e minerais críticos
Para a CNA, o Brasil deveria estar consolidando sua posição como fornecedor estratégico de alimentos, energia limpa e minerais críticos Foto : CNA / Divulgação

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) subiu o tom e divulgou uma nota nesta terça-feira, dia 15, manifestando sua preocupação com o cenário atual para o setor. No comunicado, a entidade expôs sua preocupação com a conjuntura nacional e internacional, em um momento em que o país tenta recuperar sua economia, atrair investimentos, novos mercados e gerar empregos. Nessa direção, a CNA criticou a política nacional e apontou que a mesma insiste em se ocupar de uma pauta estéril, paralisante e marcada por radicalismos ideológicos e antinacionais.
No texto, a CNA aponta que a presença dessa agenda como prioridade, inclusive nas relações internacionais, ficou ainda mais evidente com a carta publicada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o tarifaço de 50% para os produtos exportados do Brasil a partir de 1º de agosto. Para a entidade, o gesto reverberou nas instituições brasileiras e criou novo ruído na imagem do país no exterior.

“O Brasil, que deveria estar consolidando sua posição como fornecedor estratégico de alimentos, energia limpa e minerais críticos, volta às manchetes internacionais não por suas oportunidades, mas por suas "crises políticas pessoais" internas”, afirmou a entidade em sua nota.


Nos demais trechos do comunicado, a CNA afirmou que o Brasil tem sido governado, direta ou indiretamente, por uma obsessão com o passado. Além disso, que o Congresso Nacional, pressionado por suas bases políticas, perde tempo em disputas e manobras que têm pouco a ver com os interesses econômicos do país. O Judiciário, por seu turno, também tem sido envolvido em um protagonismo institucional que, embora muitas vezes necessário, alimenta uma instabilidade constante. “E o governo atual é muito culpado também. Em vez de assumir a liderança de uma agenda pragmática e pacificadora, optou por reabrir feridas políticas, reforçando antagonismos e muitas vezes tratando adversários como inimigos. Essa escolha tem custo. A confiança empresarial, a previsibilidade regulatória e a estabilidade institucional, pilares de qualquer economia saudável, são minadas quando o próprio governo entra no jogo da revanche.
A entidade também afirmou que o setor econômico assiste a tudo com preocupação e que o Brasil precisa de foco.

“Precisamos de reformas estruturais que destravem o crescimento, de segurança jurídica, de um ambiente político que permita pensar no médio e longo prazo. Nenhum investidor aposta num país preso em disputas do passado. É preciso que alguém diga o óbvio: a economia não pode continuar sendo refém de narrativas políticas que alimentam extremos e paralisam decisões. O Brasil precisa voltar a olhar para frente. E isso exige maturidade, de todos os lados. A política precisa corrigir essa grave crise”, conclui a CNA por meio do seu comunicado.

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